ESTOU NO MAR, NO AZUL INFINITO, ESTOU MOLHADO, SENTINDO O SABOR DO SAL, O CHEIRO DA MARESIA. VEJO A LUA REFLECTIDA NO MAR, INUNDANDO-O DE UM BRILHO PRATEADO. SEJAM BEM-VINDOS AO LADO ESCURO DA LUA.
quinta-feira, 10 de abril de 2025
Reflexões sobre o "No Lado Escuro da LUA"
terça-feira, 8 de abril de 2025
No Lado Escuro da Lua
domingo, 26 de janeiro de 2025
Ao Longe o Mar
domingo, 17 de novembro de 2024
A Kind of Magic
O sol vai descendo lentamente
O vento vai juntando as nuvens
Como um rebanho de ovelhas fossem
As cores do céu vão mudando
As cores do mar também
O vento encrespa o Mar
Fazendo dele milhares de espelhos
O Sol pinta a paisagem
Vai mudando os tons
Vai mudando a luz
Vai trazendo a paz
Vai acariciando a alma dos homens
Vai transmitindo a magia do dia
Vai chamando o crepúsculo
Vai antecipando a terna noite
As ondas vêm brincar para a praia
Vêm dançando enrolar-se na areia
Dançam com o vento, com as nuvens
Fazem os Homens sentir-se poetas
Trazem com elas a maresia
Que nos inunda o olfacto
Levada pelo vento
Espalha-se pela terra
Sinto-me a bailar
A bailar com o vento
A dançar com as ondas
Rodopiando na areia
Sinto-me um poeta
Sinto-me um mágico
Sinto-me um pintor
Sinto-me um músico
Ali fico a respirar
Aquele ar salgado do mar
Perco a noção do tempo
Perco o lugar do espaço
Sacudo a areia dos pés
Seco a água do cabelo
Esfrego o sal da pele
E em paz retorno ao lar
sábado, 2 de novembro de 2024
Sagres
O Infante mudou tudo isso, mas a mística ficou agarrada
àquelas pedras de forma indelével. Em todo o lado sente-se o peso da história,
nas muralhas, nas velhas caraças dos canhões gastas pelos anos e pelo salitre,
nas paredes do velho templo, na misteriosa rosa dos ventos, nas furnas que
descem até ao mar pelo ventre da terra.
Mas nada do que se vê de terra é mais esmagador que a vista
a partir do mar! A primeira vez que admirei esta paisagem a partir do reino de
Neptuno, foi a bordo do paquete Funchal. Ainda hoje, passados 35 anos, revejo
esse momento com uma claridade cristalina. Estávamos a jantar, pelas janelas
comecei a ver desfilar a praia da Bordeira, depois o Castelejo, não esperei
mais, saí para o convés e debrucei-me na amurada. Ouvia-se Wagner, os penhascos
erguiam-se altivos, deslumbrantes à luz do pôr do sol, o navio aproximou-se
tanto como as regras de segurança permitiam, deixando os mais pequenos
pormenores ficarem expostos aos meus olhos.
Aos poucos fomos contornando o cabo de São Vicente e
dirigindo-nos para Sagres, Wagner continuava a tocar pelas colunas do navio,
olhei à minha volta, estava só contemplando a mais bela paisagem que jamais
vira.
Perguntei-me se voltaria a ver Sagres do mar… e aquele rosto
lindo de morrer. Voltei para Lagos procurei-a, não mais a vi.
16 anos depois voltei a cruzar aquelas águas, desta vez no
meu pequeno veleiro, voltei a procurar aquele rosto fugidio no meio da
multidão. Sagres vista do mar voltou a mostrar-se em todo o seu esplendor num
mar estanhado, lá em cima pareceu-me vê-la! Toquei a sirene, abanei freneticamente
os braços... Não. Não era ela, tenho agora a certeza.
Redijo estas linhas a seu lado, contemplo o seu rosto sereno
e belo. A noite vai adiantada, não tarda estarei abraçado a ela no nosso leito,
sonhando com uma viagem a seu lado contemplado aquela paisagem divina uma vez
mais.
domingo, 27 de outubro de 2024
Regatta de Blanc
Imponente, a Catedral de Palma de Maiorca, domina as vistas. A altura das suas torres, as mais altas de Espanha, desafiam o facto de estarmos numa ilha.
Por todo o lado há alguém a tentar vender algo, quadros,
malas, sapatos, recuerdos… também há artistas de rua, que fazem pinturas,
performances, homens/mulheres estátuas e o estranho casal que levita numa
armação bem disfarçada. Houve-se uma viola tocando o concerto de Aranjuez, o
sol é abrasador, apesar dos jactos de água que caem no lago que fica no sopé da
catedral o calor torna-se pesado enquanto o sol procura a sua posição mais
alta, como que para ver melhor todo o esplendor que se estende por baixo.
Uma brisa levanta-se, embala as folhas das palmeiras que
alegres fazem coro aos acordes da viola do virtuoso artista de rua que a
dedilha alegremente.
Ao virar de uma esquina os
olhos preparam-se para abraçar o mar, quando uma figura enigmática rompe a
paisagem chamando a si as atenções.
Agarrando a larga borda azul do chapéu que o vento tenta em vão retirar para descobrir o seu rosto sereno, deixando o alvo vestido ondular ao sabor deste, ora mostrando ora ocultando as suas formas perfeitas. Pequenas rendas orlam as extermidades das curtas mangas, como se brancos lírios lhe ornamentassem os braços firmes e maduros.
Olha fixamente para o Mar,
não se deixando distrair com as mundanas figuras que cruzam a rua. Por momentos o tempo pára, tudo fica estático,
congelado. Apenas ela continua a mover-se naquela forma misteriosa, ondulando
como o vento, provocando um pesado suspiro de paixão.
O roxo das Buganvílias contrasta com o verde e o amarelo
dominantes, traçando um friso colorido no topo do muro desta casa com singelas
varandas e venezianas verdes.
As palmeiras omnipresentes compõem a moldura muito acima das
luminárias que quase passam despercebidas. Ali numa muito camuflada esquina uma
cascata de belas flores azuis vai descendo pela trepadeira que cobre por
completo o muro que delimita a propriedade e dá suporte ao socalco que aplainou
o espaço onde esta moradia se ergue.
O calor continua opressor, pesado e húmido, convidando a uma
paragem para refrescar.
Que melhor local para fugir à canícula que a Plaça de la Feixina, com os seus lagos e cascatas, sempre com a água correndo, mergulhando aqui e ali debaixo das pedras do passeio, para surgir uns metros à frente mais fresca.
As amplas sombras do arvoredo auxiliam no arrefecimento,
enquanto acenam para a água embaladas pela aragem que atravessa a ilha de norte
para sul.
Convidando a uma paragem para descansar as pernas e
arrefecer os músculos enquanto se contempla o escoar do tempo na sombra do
relógio de sol, ali instalado numa das faces de pirâmide de pedra, noutra surge
um enigmático relógio de lua, com a sua tabela de legenda e descodificação.
Os muros do castelo opõem-se à linha das palmeiras deixando
no seu regaço um largo passeio de pedra.
Ali surge novamente a bela silhueta alva, agora dança,
alegre, feliz, deslumbrante. Rodopia de braços abertos abraçando o vento numa
valsa ensurdecedora de silencio. Baila com o calor e com as gotas de humidade
que pairam pelo ar arrastadas desde as cascadas pela suave brisa estival.
Continua misteriosa a forma como se move, como dança, como
caminha. A harmonia instala-se, todo o quadro ganha uma formosura singular, até
a catedral estica as suas torres por entre as palmeiras para observar este
pitoresco panorama em movimento, esta poesia silenciosa e serena.
Abraço a beleza do quadro e regresso ao navio, sou um marinheiro, um homem do mar, apaixonado pela doce silhueta alva que misteriosamente se movimentava, ora caminhando, ora dançando.
Contemplo a linha do casario que se estende entre as verdes colinas e o azul do mar, a multitude de embarcações que descansam na grande marina, os paquetes luxuosos que preparam a partida para o alto mar.
Tudo parece pacífico, sereno, nem o vento se sente agora.
Sinto uns braços a me envolver, um doce perfume invade-me as
narinas e o doce som de uma voz faz-me estremecer.
Lentamente viro-me, perante mim está a delicada figura alva com que me cruzei uma e outra vez durante o dia.
A noite caiu, não sentimos o sol esgueirar-se sob as ondas
distantes, inebriados pelo tão inesperado como anunciado encontro. Os nossos
olhares não se desviaram durante as longas horas em que o glorioso astro
atravessou os céus.
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
segunda-feira, 25 de abril de 2022
Regatta de Blanc
Música: Regatta de Blanc – The Police; Mysterious Ways - U2
Imponente, a Catedral de Palma de Maiorca, domina as vistas.
A altura das suas torres, as mais altas de Espanha, desafiam o facto de
estarmos numa ilha.
Por todo o lado há alguém a tentar vender algo, quadros,
malas, sapatos, recuerdos… também há artistas de rua, que fazem pinturas,
performances, homens/mulheres estátuas e o estranho casal que levita numa
armação bem disfarçada. Houve-se uma viola tocando o concerto de Aranjuez, o
sol é abrasador, apesar dos jactos de água que caem no lago que fica no sopé da
catedral o calor torna-se pesado enquanto o sol procura a sua posição mais
alta, como que para ver melhor todo o esplendor que se estende por baixo.
Uma brisa levanta-se, embala as folhas das palmeiras que
alegres fazem coro aos acordes da viola do virtuoso artista de rua que a
dedilha alegremente.
Agarrando a larga borda azul do
chapéu que o vento tenta em vão retirar para descobrir o seu rosto sereno, deixando
o alvo vestido ondular ao sabor deste, ora mostrando ora ocultando as suas
formas perfeitas. Pequenas rendas orlam as extermidades das curtas mangas, como
se brancos lírios lhe ornamentassem os braços firmes e maduros.
Olha fixamente para o Mar,
não se deixando distrair com as mundanas figuras que cruzam a rua. Por momentos o tempo pára, tudo fica estático,
congelado. Apenas ela continua a mover-se naquela forma misteriosa, ondulando
como o vento, provocando um pesado suspiro de paixão.
O roxo das Buganvílias contrata com o verde e o amarelo
dominantes, traçando um friso colorido no topo do muro desta casa com singelas
varandas e venezianas verdes.
As palmeiras omnipresentes compõem a moldura muito acima das
luminárias que quase passam despercebidas. Ali numa muito camuflada esquina uma
cascata de belas flores azuis vai descendo pela trepadeira que cobre por
completo o muro que delimita a propriedade e dá suporte ao socalco que aplainou
o espaço onde esta moradia se ergue.
O calor continua opressor, pesado e húmido, convidando a uma
paragem para refrescar.
Que melhor local para fugir à canícula que a Plaça de la
Feixina, com os seus lagos e cascatas, sempre com a água correndo, mergulhando
aqui e ali debaixo das pedras do passeio, para surgir uns metros à frente mais
fresca.
As amplas sombras do arvoredo auxiliam no arrefecimento,
enquanto acenam para a água embaladas pela aragem que atravessa a ilha de norte
para sul.
Convidando a uma paragem para descansar as pernas e
arrefecer os músculos enquanto se contempla o escoar do tempo na sombra do
relógio de sol, ali instalado numa das faces de pirâmide de pedra, noutra surge
um enigmático relógio de lua, com a sua tabela de legenda e descodificação.
Os muros do castelo opõem-se à linha das palmeiras deixando no seu regaço um largo passeio de pedra.
Ali surge novamente a bela silhueta alva, agora dança,
alegre, feliz, deslumbrante. Rodopia de braços abertos abraçando o vento numa
valsa ensurdecedora de silencio. Baila com o calor e com as gotas de humidade
que pairam pelo ar arrastadas desde as cascadas pela suave brisa estival.
Continua misteriosa a forma como se move, como dança, como
caminha. A harmonia instala-se, todo o quadro ganha uma formosura singular, até
a catedral estica as suas torres por entre as palmeiras para observar este
pitoresco panorama em movimento, esta poesia silenciosa e serena.
Abraço a beleza do quadro e regresso ao navio, sou um marinheiro, um homem do mar, apaixonado pela doce silhueta alva que misteriosamente se movimentava, ora caminhando, ora dançando.
Contemplo a linha do casario que se estende entre as verdes
colinas e o azul do mar, a multitude de embarcações que descansam na grande
marina, os paquetes luxuosos que preparam a partida para o alto mar.
Tudo parece pacífico, sereno, nem o vento se sente agora.
Sinto uns braços a me envolver, um doce perfume invade-me as
narinas e o doce som de uma voz faz-me estremecer.
Lentamente viro-me, perante mim está a delicada figura alva com
que me cruzei uma e outra vez durante o dia.
A noite caiu, não sentimos o sol esgueirar-se sob as ondas
distantes, inebriados pelo tão inesperado como anunciado encontro. Os nossos
olhares não se desviaram durante as longas horas em que o glorioso astro
atravessou os céus.
Não há um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
No teu deserto
É um livro relatado na primeira pessoa, mostrando uma faceta de MST que poucos conhecem, apenas os mais íntimos ou, no meu caso, frequentou o mesmo bar de Lagos e na mesa do lado observou e ouviu por várias vezes o Miguel em contraponto, mas não em oposição, com o Miguel Sousa Tavares que vemos na TV.
O deserto é mesmo assim, muda uma pessoa, transforma-a. Uma viagem ao deserto é uma viagem de ida, quem de lá regressa já não é a mesma pessoa que partiu, essa morre lá invariavelmente. Enquanto o li regressei lá, senti os seus cheiros, os seus calores, os seus frios. Lembrei-me das suas estranhezas e da sua extrema beleza, árida, seca, deserta, selvagem. Admito que quem não tiver vivido essa experiencia possa não ter uma sensação tão intensa quanto a minha, pois o livro não relata propriamente a viagem, centra-se numa relação de 2 pessoas em que o deserto se entranha, mistura, condiciona, numa relação impossível de acontecer fora do deserto. De facto este livro não conta uma história, mas sim 5 histórias: a dele, a da Cláudia, a de ambos, a da viagem e a deles no deserto. Tudo usando as mesmas frases, as mesmas palavras.
Um dos mais belos livros que já li!
Fiquem Bem no Lado Escuro do Deserto!
domingo, 21 de setembro de 2008
The Wet Side of the Moon
Voilá! Está pronto o meu primeiro livro! Já comecei a dura tarefa de procurar apoios, editora/gráfica e todas as questões chatas do género. Mas toda a parte de composição gráfica está gizada, agora só falta adaptar à impressora da gráfica. Um aparte para colocar-vos à vontade para me enviarem conselhos, dicas, apoios, enfim todo o tipo de ajuda que acharem útil dispensar-me:-)
O título deverá ser The Wet Side of the Moon e será constituído por algumas das histórias que aqui tenho publicado com ligeiros retoques e algumas delas acompanhadas de fotos inéditas. Ainda ponderei em colocar novas histórias, mas depois optei por apenas usar o material dos blogues. Pensei que a tarefa fosse mais simples, ao fim e ao cabo já tinha tudo escrito era só descarregar no Word; erro! muito trabalhito, um salto estratégico da Microsoft para a Adobe, pois não me entendo com o sistema que o Bill Gates arranjou para competir com o What You See Is What You Get e cujo o nome oficioso é What You See Is What You Should Get!!!
Seja como for, nos próximos dias irei trazendo as notícias do andamento da coisa. Para já tenho de agradecer a atenção dispensada pela Susana Catita da revista Planeta d'Água que me deu preciosos conselhos.
Em relação a esta revista as coincidências continuam (o primeiro post que deixei no seu blog foca precisamente esta temática) qual não é o meu espanto quando ao ler o editorial deste mês vejo uma queixa sobre a pouca literatura de ficção dedicada ao mergulho! Logo agora que estava a acabar o meu livro.
Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Leituras de Verão

Tenho andado sem inspiração e também com alguma falta de tempo. Desde que regressei tenho tido várias coisas para organizar e embrenhei-me na leitura de um livro verdadeiramente fantástico, ao ponto de reler cada frase e para frequentemente para assimilar toda a informação e apreciar o raciocínio daquele que é seguramente o meu maior ídolo.
Esse mesmo Jacques Cousteau!
Antes desse livro já tinha lido de Ian Flemming (um autor que gosto muito) Dr. No - foi a primeira aventura de 007 a ser passada para filme, antes tinha lido de Sebastian Faulks - A Essência do Mal - um livro comemorativo do centenário do nascimento de Ian Flemming, Mergulho e Fauna Subaquática das Ilhas Berlengas de Fernando Morgado, Juliana Gadelha, Marta Pimpão e Amadeu Soares, várias revistas entre as quais Planeta d'Água, Imersões, Portugal Dive, Exame Informática, etc e estive a ler a título de consulta o Manual de Tiro con Arco de Kathleen M. Haywood e Catherine F. Lewis (versão espanhola) e A Biblia da Meditação de Madona Gauding. Como podem ver tenho andado algo ocupado, destes livros falarei mais tarde, por agora vamos ao melhor de todos:
O Homem, a Orquídea e o Polvo, de Jacques Cousteau e Susan Schiefelbein, foi dos melhores livros que já li e posso recomendá-lo como um título obrigatório. Escrito nos seus últimos dez anos de vida em colaboração com Susan Schiefelbein, para mim uma ilustre desconhecida, mas que rapidamente me cativou pela forma entusiasmada como escreve, devendo-se a ela uma introdução e uma actualização sobre o que se passou na última década, após a morte da maior lenda do século XX.
Já conhecia de há muitos anos a obra de Jacques Cousteau, aliás metade da minha prateleira "nobre" está ocupada por livros dele, sem falar que possuo mais de 10 DVD's. No entanto fiquei surpreendido com o que li; Cousteau foi dos primeiros humanos a se manifestar em relação ao ambiente, mas naquele livro explica de uma forma tão clara como inédita a forma como ele assiste à destruição do planeta e lança um grito de alerta a todos os cidadãos no sentido de ser absolutamente necessário ganhar uma consciência ecológica e, sobretudo, obrigar os governantes a respeitá-la.
É um livro absolutamente fantástico, com um encadeamento de capítulos que à primeira vista podem não ter uma relação directa uns com os outros, mas que à medida que vamos lendo começamos a perceber a lógica por trás deles.
Cousteau começa por nos falar das motivações dos exploradores, do Amor pela descoberta, dos riscos inerentes. Depois detêm-se num capítulo acerca desses mesmos riscos na sua perspectiva de explorador. Seguidamente introduz-nos inteligentemente na sua analise sobre a forma como governos, industrias e militares fazem a humanidade e o planeta correr riscos ao mesmo tempo que procuram que nós nos mantenhamos alheados desses mesmos riscos.
Passa então a explicar a fragilidade do nosso planeta, vai buscar as escrituras sagradas das diversas religiões para mostrar que lá também podemos encontrar mensagens ecológicas. Retornando à temática da destruição do planeta com aquilo que ele apelida de saque e com a inconsciência provocada pela ganância dos lucros.
Volta à temática da exploração, demonstrando a sua compreensão pelos cientistas, comparando-os aos exploradores e a ele próprio e traçando uma linha separadora entre a ciência pura e a ciência aplicada. Após o que volta a sua atenção para o problema nuclear, arrasando de uma forma brilhante toda a argumentação a favor desta opção. Este é o maior capítulo do livro e só por si vale bem a leitura do mesmo, agora que voltamos a falar de centrais nucleares em Portugal e que os acidentes com as mesmas em Espanha e França se multiplicam.
Cousteau deixa-nos ainda a sua visão "optimista" para o futuro do planeta, em que após um cataclismo nuclear a humanidade sobrevive e consegue corrige a destruição que lhe causou, na forma de um sonho enquanto está na ponte do Calipso durante uma viagem nocturna.
Por fim traça-nos a sua perspectiva sobre a evolução e complexidade da vida, em que os mais complexos organismos entre os vertebrados, as plantas e os invertebrados dão o nome ao livro. A luta pela sobrevivência dos indivíduos e das espécies e como a morte é a geradora da vida.
Leiam no Lado Escuro da Lua!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
The name is Bond, James Bond
Ian, como todos já devem saber, viveu algum tempo em Portugal, mais propriamente no Estoril cujo Casino serviu de inspiração para o seu primeiro livro. Em Portugal foi rodado "On Her Magesty Service", infelizmente interpretado pelo pior actor de todos os que fizeram o papel do agente menos secreto do mundo. Por falar nisso a fasquia foi logo colocada muito alta, Sean Connery dispensa qualquer apresentação, não gostei muito do Roger Moore, nem do Timothy Dalton, por outro lado Pierce Brosnan foi brilhante, quanto a Daniel Craig gostei imenso do seu papel de agente secreto imaturo, a progressão ao longo do filme foi brilhante e estou cheio de curiosidade para ver "Quantum of Solace" que se irá estrear este ano.
Fiquem Bem na Lua, no Lado Escuro da Lua!
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Imersus
É o título do Livro de Miguel Helfrich que comprei neste sábado, e que já li por várias vezes. Quer dizer ler não é bem o verbo correcto, será mais contemplar.
Em 1º lugar uma palavra sobre o Miguel, é daquelas pessoas que nos põem tão à vontade que se fica com a sensação de que o conhecemos já há muitos anos. Sendo alguém cujo nome não precisa de qualquer apresentação junto às comunidades de mergulho e de fotografia, é no entanto alguém muito acessível e afável, notando-se imediatamente a sua outra paixão que é ensinar, partilhar os conhecimentos.
Pois o Miguel levou-me a passear pelo mundo, mergulhamos nas Bahamas, nos Açores, em Portugal, no Mar Vermelho,em Bali, em Sulawesi e por fim em Timor. Mostrou-me a delicadeza dos corais, a força e beleza dos Tubarões, dezenas de espécies de peixes multicolores, mostrou-me texturas que nunca esperaria ver debaixo de água, Medusas transparentes, cores impossíveis. Mostrou-me a grandeza do infinitamente pequeno, assim como a delicadeza do imensamente grande. Com ele aprendi que existem outros mares dentro do mar, que a verdadeira grandeza muitas vezes é invisível a olho nu.
Vi os pólipos do coral desenhando estrelas e espirais, vi texturas na pele dos peixes que nunca me tinha ocorrido que podessem existir. Vi paisagens submarinas que me fizeram perder o fôlego. Vi nudibrânquios multicoloridos e as suas posturas lembrando espirais de neve. Vi cardumes prateados que lembravam um luar espelhado no mar. Vi dragões e Fanecas, Vejas e Tartarugas, Lagostas e Espirógrafos. Vi tudo isto como se tivesse visto pela primeira vez.
Que mais poderei dizer, apenas que fiz todos esses mergulhos já por várias vezes, umas enquanto viro placidamente as páginas de Imersus, outras depois de adormecer. Às vezes encontro ninfas outros vejo-me lá só a absorver cada pixel, cada cor. Que melhor homenagem poderei eu fazer senão dizer que é para mim uma versão em livro do Atlantis. Realmente a não perder.
Fiquem Imersus no Lado Escuro da Lua!
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Livros
- Web Design de Bruno Fiqueiredo
- Dreamweaver MX / Fireworks MX de Christian Crumlish
BD também não vale? Lá tenho de excluir os livros dos X-Men.
Assim restam-me:
- Casino Royale de Ian Flemming (excelente para quem gosta de espionagem, talvez o melhor livro de Bond e que deu a melhor adaptação para cinema dentro deste género).
- O Livro das Religiões de Jostein Gaarder (ainda não acabei de ler este livro em que o autor de "O Mundo de Sofia" traça um resumo sobre as principais religiões do mundo - acho que foca em demasia a Cristã comparativamente às outras).
- I CHING (nunca o paro de ler e reler, o 1º livro do mundo e também o livro mais lido de todos os tempos).
- Dive in Style de Tim Simond (definitivamente o melhor guia de mergulho de sempre).
- O Dicionário do Diabo de Ambrose Bierce e Compêndio Geral das Leis de Murphy (estes dois já foram alvo de comentários uns posts abaixo).
Agora os "felizes" contemplados:
- todos os que lerem este post, podem até nem escrever no blog, mas pelo menos pensem quais foram os últimos 5 livros que leram e há quanto tempo.
Fiquem Bem!
segunda-feira, 9 de abril de 2007
Compêndio Geral das Leis de Murphy
Tal como ontem prometi aqui estou de volta com mais uma recomendação bibliográfica.Quem não ouviu já falar das Leis de Murphy?
- Se alguma coisa puder correr mal, correrá mal.
- O que tiver de correr mal, correrá, e na pior altura possível.
- Deixadas entregues a si próprias, as coisas tendem a ir de mal a pior.
A revisão quântica à Lei de Murphy:
- Tudo correrá mal ao mesmo tempo
Para terminar a minha favorita, O comentário de O'Toole: Murphy era um optimista!
Murphy era um engenheiro envolvido em testes de misseis da USAF nos finais dos anos 40, quando num importante teste tendo sido necessário montar dezasseis monitores para controlar o dito teste e havendo 2 possibilidades de os montar, uma correcta e outra incorrecta, aconteceu que foram todos montados da maneira incorrecta.
Este foi o arranque para a formulação destas leis às quais foram ao longo dos anos acrescentados corolários, comentários e novas leis que abrangeram praticamente todas as actividades humanas.
Este livro vem organizado por temas que incluem o amor, o sexo, a vida conjugal, economia, crianças, animais de estimação, militares, computadores, etc.
Definitivamente a não perder.
Fiquem Bem!
domingo, 8 de abril de 2007
O Dicionário do Diabo
Hoje apeteceu-me falar de um livro. Tenho-o em cima da minha secretária (juntamente com o "Compêndio Geral das Leis de Murphy" sobre o qual me debruçarei num próximo post).
O nome deixa o mais incauto de pé atrás, chama-se "Dicionário do Diabo" de Ambrose Bierce. Não tem nada de demoníaco, nem sequer nada de esotérico, é puro e simples cinismo. Trata-se de um dicionário (como o nome indica) politicamente incorrecto, senão vejamos:
Político, n. Uma enguia no lamaçal basilar sobre o qual a super-estrutura da sociedade organizada é erigida. Quando se contorce, confunde a agitação da cauda com o estremecimento do edifício. Comparado com o estadista tem a desvantagem de estar vivo.
Antagonista, n. O sacana miserável que não nos deixa em paz.
Absurdo, n. Uma afirmação ou convicção manifestamente contrária à nossa própria opinião.
Gratitão, n. Um sentimento que se situa a meio caminho entre um benefício recebido e um benefício esperado.
Imaculado, adj. Que ainda não foi detectado pela polícia.
Assaltante, n. Um homem de negócios sincero.
Ambrose Bierce viveu entre 1842 e 1914 e foi um crítico social implacável, sendo que grande parte das suas prosas, tremendamente sarcásticas, ainda hoje têm alguma actualidade. Esta obra em particular foi o resultado da compilação de colunas publicadas em jornais entre 1881 e 1906 e foi originalmente chamada "Cynic's Word Book" tendo mais tarde ficado conhecida como "The Devil's Dictionary". Talvez pela mesma razão que o seu autor ganhou a alcunha de "Bitter Bierce" ou seja "Amargo Bierce".
Fiquem Bem!
quarta-feira, 2 de agosto de 2006
Recomendações do Prof. Marcelo

Este é O livro, comprei-o na FNAC por 44 €, mas na Amazon encontram-no por 25 US$. É o sonho, só falta o Euromilhões e ir lá ao vivo.
273 fotografias dos mais luxuosos Dive Spots do mundo, dados sobre os hoteis e dive centers, assim como o que podemos ver debaixo de água. De sublinhar que o autor esteve poucos dias em cada hotel e as fotos do livro foram todas tiradas por ele sem preocupações especiais.
Para ler e sonhar.
Fiquem Bem, eu vou para Lagos por 2 semanas:-)
























