O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o presente.
Buda
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
ESTOU NO MAR, NO AZUL INFINITO, ESTOU MOLHADO, SENTINDO O SABOR DO SAL, O CHEIRO DA MARESIA. VEJO A LUA REFLECTIDA NO MAR, INUNDANDO-O DE UM BRILHO PRATEADO. SEJAM BEM-VINDOS AO LADO ESCURO DA LUA.
O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o presente.
Buda
Depois de altos e baixos, estou de novo feliz, mas tenho de me lembrar sempre daquele conto Budista em que o velho Rei quando está preste a morrer chama o filho e dá-lhe um anel dizendo – Meu filho vais herdar o meu Reino mas toma atenção, este anel, usa-o sempre e quando estiveres nos teus maiores momentos de tragédia ou de glória retira-o e lê a inscrição que tem no interior.
O jovem príncipe tornou-se Rei, passados anos um conflito com o reino vizinho provoca uma guerra e no meio de uma batalha, tendo perdido a maioria dos seus amigos e vendo que a mesma estava praticamente perdida e com ela a guerra ele lembrou-se do anel, retirou-o e leu "Um dia também isto terá um fim". Num volte face o jovem Rei acaba por vencer a batalha e de vitoria em vitoria acaba por vencer a guerra, ao regressar em triunfo, aclamado pelo povo, ele voltou a lembrar-se do anel retirou-o e leu "Um dia também isto terá um fim".
O pôr-do-sol é sempre algo de fascinante, infelizmente agora não posso ir dar um pulinho à praia e contemplá-lo depois de sair do trabalho, resta-me pois os fins-de-semana. Estava a entrar no barco e vi como estava bonito o céu, com os tons rosa e azul típicos desta hora do dia, ocorreu-me olhar à volta e ver a reacção das outras pessoas, ninguém estava prestando atenção, atrasei o passo na esperança de ver alguém a olhar para ele, mas nada ninguém pára para ver o pôr-do-sol. E este estava particularmente exuberante.
Lê-se o jornal ou a Caras, olha-se para o chão ou para o relógio, brinca-se com telemóvel, mas para olhar para aquilo que é belo, para saborear a vida ninguém parece ter tempo. O Dalai Lama diz que a humanidade vive como se nunca morresse e morre como se nunca tivesse vivido. Mais uma vez encontro uma profunda sabedoria nas palavras de Sua Santidade.
Longe de criticar ou de me achar superior, sinto compaixão por todos os que atravessam a sua existência sem viverem. Muitos têm perfeita noção disto, outros acham que uma existência carregada de materialismos, passada a correr para ganhar mais e mais chama-se vida, é destes que sinto maior compaixão, pois sentirão uma enorme dor quando tiverem de abandonar este mundo.
