ESTOU NO MAR, NO AZUL INFINITO, ESTOU MOLHADO, SENTINDO O SABOR DO SAL, O CHEIRO DA MARESIA. VEJO A LUA REFLECTIDA NO MAR, INUNDANDO-O DE UM BRILHO PRATEADO. SEJAM BEM-VINDOS AO LADO ESCURO DA LUA.
terça-feira, 8 de abril de 2025
No Lado Escuro da Lua
domingo, 26 de janeiro de 2025
Ao Longe o Mar
sexta-feira, 29 de novembro de 2024
Europe Endless
Elegance and decadence, Europe Endless.
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
domingo, 27 de outubro de 2024
Regatta de Blanc
Imponente, a Catedral de Palma de Maiorca, domina as vistas. A altura das suas torres, as mais altas de Espanha, desafiam o facto de estarmos numa ilha.
Por todo o lado há alguém a tentar vender algo, quadros,
malas, sapatos, recuerdos… também há artistas de rua, que fazem pinturas,
performances, homens/mulheres estátuas e o estranho casal que levita numa
armação bem disfarçada. Houve-se uma viola tocando o concerto de Aranjuez, o
sol é abrasador, apesar dos jactos de água que caem no lago que fica no sopé da
catedral o calor torna-se pesado enquanto o sol procura a sua posição mais
alta, como que para ver melhor todo o esplendor que se estende por baixo.
Uma brisa levanta-se, embala as folhas das palmeiras que
alegres fazem coro aos acordes da viola do virtuoso artista de rua que a
dedilha alegremente.
Ao virar de uma esquina os
olhos preparam-se para abraçar o mar, quando uma figura enigmática rompe a
paisagem chamando a si as atenções.
Agarrando a larga borda azul do chapéu que o vento tenta em vão retirar para descobrir o seu rosto sereno, deixando o alvo vestido ondular ao sabor deste, ora mostrando ora ocultando as suas formas perfeitas. Pequenas rendas orlam as extermidades das curtas mangas, como se brancos lírios lhe ornamentassem os braços firmes e maduros.
Olha fixamente para o Mar,
não se deixando distrair com as mundanas figuras que cruzam a rua. Por momentos o tempo pára, tudo fica estático,
congelado. Apenas ela continua a mover-se naquela forma misteriosa, ondulando
como o vento, provocando um pesado suspiro de paixão.
O roxo das Buganvílias contrasta com o verde e o amarelo
dominantes, traçando um friso colorido no topo do muro desta casa com singelas
varandas e venezianas verdes.
As palmeiras omnipresentes compõem a moldura muito acima das
luminárias que quase passam despercebidas. Ali numa muito camuflada esquina uma
cascata de belas flores azuis vai descendo pela trepadeira que cobre por
completo o muro que delimita a propriedade e dá suporte ao socalco que aplainou
o espaço onde esta moradia se ergue.
O calor continua opressor, pesado e húmido, convidando a uma
paragem para refrescar.
Que melhor local para fugir à canícula que a Plaça de la Feixina, com os seus lagos e cascatas, sempre com a água correndo, mergulhando aqui e ali debaixo das pedras do passeio, para surgir uns metros à frente mais fresca.
As amplas sombras do arvoredo auxiliam no arrefecimento,
enquanto acenam para a água embaladas pela aragem que atravessa a ilha de norte
para sul.
Convidando a uma paragem para descansar as pernas e
arrefecer os músculos enquanto se contempla o escoar do tempo na sombra do
relógio de sol, ali instalado numa das faces de pirâmide de pedra, noutra surge
um enigmático relógio de lua, com a sua tabela de legenda e descodificação.
Os muros do castelo opõem-se à linha das palmeiras deixando
no seu regaço um largo passeio de pedra.
Ali surge novamente a bela silhueta alva, agora dança,
alegre, feliz, deslumbrante. Rodopia de braços abertos abraçando o vento numa
valsa ensurdecedora de silencio. Baila com o calor e com as gotas de humidade
que pairam pelo ar arrastadas desde as cascadas pela suave brisa estival.
Continua misteriosa a forma como se move, como dança, como
caminha. A harmonia instala-se, todo o quadro ganha uma formosura singular, até
a catedral estica as suas torres por entre as palmeiras para observar este
pitoresco panorama em movimento, esta poesia silenciosa e serena.
Abraço a beleza do quadro e regresso ao navio, sou um marinheiro, um homem do mar, apaixonado pela doce silhueta alva que misteriosamente se movimentava, ora caminhando, ora dançando.
Contemplo a linha do casario que se estende entre as verdes colinas e o azul do mar, a multitude de embarcações que descansam na grande marina, os paquetes luxuosos que preparam a partida para o alto mar.
Tudo parece pacífico, sereno, nem o vento se sente agora.
Sinto uns braços a me envolver, um doce perfume invade-me as
narinas e o doce som de uma voz faz-me estremecer.
Lentamente viro-me, perante mim está a delicada figura alva com que me cruzei uma e outra vez durante o dia.
A noite caiu, não sentimos o sol esgueirar-se sob as ondas
distantes, inebriados pelo tão inesperado como anunciado encontro. Os nossos
olhares não se desviaram durante as longas horas em que o glorioso astro
atravessou os céus.
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
quarta-feira, 1 de março de 2023
The Dark Side of the Moon
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
terça-feira, 4 de outubro de 2022
Abbey Road
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
domingo, 26 de junho de 2022
Bring on the night
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
quarta-feira, 22 de junho de 2022
Delicate sound of Thunder
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
sexta-feira, 13 de maio de 2022
I'll Take Care of You
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
domingo, 8 de maio de 2022
Sou uma câmara

quinta-feira, 15 de abril de 2021
The Fog
sábado, 19 de dezembro de 2020
Ao Longe o Mar - Madredeus
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
I'll take care of you
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Fiquem bem no lado escuro da Lua.
terça-feira, 3 de maio de 2016
China
Começa assim Chung Kuo, a primeira música do album China de Vangelis, outra das apresentações daquele maravilhoso programa que falei no post anterior. Sem interrupção segue-se The Long March um solo de piano espectacular, The Dragon traz-nos uma sonoridade mais oriental, quase dá para imaginarmos a dança do dragão nas ruas de Xangai ou Pequim, os ritmos das músicas vão se encadeando ora mais rápidos ora mais lentos, ora mais Yang ora mais Yin, The Plum Blossom combina na perfeição um violino com cores sonoras vindas da China. The Tao of Love introduz-nos uma Pipa (guitarra típica chinesa), sempre na companhia dos sintetizadores, The little Fete inicia com uma flauta, e conta-nos uma história chinesa numa voz com forte pronúncia.
Yin and Yang aqui a sonoridade é definitiva e inequivocamente oriental, só após alguns minutos os sintetizadores repartem o protagonismo. Ao ouvir a envolvência sonora de Himalaya transmite-nos a sensação de neve, grandiosidade e enigma, juro que consigo-me imaginar lá nos Himalaias sempre que ouço esta música. Summit conduz-nos ao pico, dali conseguimos contemplar o mundo, ali o tempo pára, lá em baixo as nuvens deslizam placidamente.
Foi o meu primeiro contacto com a cultura oriental, embora pela mão de um grego, um contacto que acabou por ser decisivo no resto da minha vida influenciando a minha maneira de ser e ver o mundo, a minha religião, a minha filosofia. Ao longo dos anos fui-me embrenhando cada vez mais a Oriente estudei medicina tradicional chinesa, pratiquei Yoga e Tai Chi, segui a filosofia do Tao Te Ching e do I Ching, para além de seguir os ensinamentos Budistas.
Acho que tal como no disco China, também acabei por mesclar o Ocidente e o Oriente, absorvendo e misturando ideias e conceitos. Daí essa obra ter tido uma importância capital no desenvolvimento da pessoa que sou hoje.
Há momentos que mudam por completo a vida de uma pessoa, não imediatamente, mas tal como uma semente que cai na terra e fica ali dormente, desenvolvendo-se lentamente até desabrochar vindo a tornar-se numa árvore majestosa.
E ainda não me consegui lembrar do nome do program de rádio...
Fiquem bem no lado escuro da lua.
segunda-feira, 21 de março de 2016
O Sonho da Tangerina
Era uma noite de Março ou Abril de 1979, como era habitual enquanto a restante família ficava a ver o programa da noite do 1º Canal da RTP (o único canal que se conseguia ver em Lagos nessa altura), eu estava sentado num canto da sala, junto à aparelhagem AIWA, tinha recebido como prenda de aniversário uns auscultadores e as minhas soirés eram passadas a ouvir a rádio - A rádio comercial FM estéreo.
À noite passava um programa (não me recordo o nome) onde tocavam discos na integra, quase sempre de Rock Progressivo, que não perdia por nada. Naquela noite o locutor anunciou o álbum Force Majeure dos Tangerine Dream.
Os acordes iniciais fantasmagóricos captaram-me imediatamente a atenção, bips cortavam um fundo musical denso, pesado, todo à base de sintetizadores, que deambulava de um ouvido para o outro... uma viola baixo ressoa compassadamente, depois um piano faz-se ouvir e a melodia explode numa cascata de sintetizadores, sequencers que vão alternado ritmos, com uma viola eléctrica e depois duas a desenhar acordes surreais.
Fiquei em êxtase, a música atinge novo andamento agora as violas, fazem a base para um sintetizador lançar-nos como que numa corrida, faz-se ouvir uma bateria, a música acelera até um anticlimax cortado pelo som de um comboio - pouca terra, pouca terra. Entramos numa espécie de ciclone sonoro, o vento sopra acompanhando a viola eléctrica.
Um gongo marca novo andamento, com um sintetizador que lembra as gotas de água de uma chuva primaveril, preparando a entrada para a parte mais mística e melodiosa da música, apenas com sintetizadores somos embalados até um novo andamento, mais mecânico, mais opressivo, mas igualmente belo, que nos catapulta para um final pesado.
Estava esmagado pela primeira música, depois uma viola acústica sobrepõe-se a um sintetizador marcando os primeiros acordes de Cloudburst Flight transitando para um sintetizador que nos eleva para além das nuvens, começando uma viagem vertiginosa por um universo musical como transportados por um foguetão lunar. A viola eléctrica amplifica a sensação de uma tempestade contra a qual chocamos à velocidade do som.
Thru Metamorphic Rocks, rodopiamos num remoinho que nos puxa inexoravelmente para o fundo de um oceano de sons. De repente o sol rompe no meio das nuvens transportado por uma viola, estamos de volta à superfície, exaustos, contemplamos o céu, quando de repente aparecem nuvens escuras! Relâmpagos riscam os céus, os mares agitam-se, as ondas começam a rebentar à nossa volta, ouvem-se trombetas, o oceano de som continua agitado, sentimos a força das pesadas ondas de som que explodem contra nós, fantasmas gemem à nossa volta, a tormenta continua mais pesada, mais pesada ainda, os gemidos aumentam de intensidade.
Estamos exaustos mas não conseguimos desligar, a música está no clímax, a qualquer momento parece que a nau onde enfrentamos a fúria desta tempestade musical vai desintegrar-se, por fim afasta-se... lentamente afasta-se deixando-nos respirar... por fim o silêncio, um longo silêncio de 5 segundos que parecem anos...
As memórias terminam aqui, apenas mais uma, no dia seguinte na loja Disco de Ouro - aguardo com ansiedade que o pai da Marisa me traga o vinil, nem peço para ouvir como sempre fazia. Agarro-o firmemente e corro para casa. Durante dias ouvi-o e voltei a ouvi-lo. Ainda hoje sinto um arrepio e termino a sua audição quase exausto.
Fiquem bem no lado escuro da lua.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
10.000 anos depois entre Vénus e Marte
Rebuscando no baú, venho a verificar que cometi um verdadeiro pecado. Ainda não me referi a este magnífico álbum, como sou um pouco presunçoso, chamo-lhe o melhor que já foi feito em Portugal.
Pouca gente imagina José Cid a tocar Rock Progressivo, a "atacar" os sintetizadores como poucos, ouvir nas suas músicas longos solos de viola eléctrica, letras de ficção cientifica e vê-lo associado a Mike Sergent não tão é improvável como com Ramon Galarza e Zé Nabo. No entanto em 1978 editou um disco com todos estes ingredientes - 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte.
José Cid, um dos músicos com a carreira mais extensa em Portugal, aparece normalmente ligado à música popular, sendo este álbum um exemplar, e que exemplar, único. A revista americana Billboard coloca-o nos 100 melhores álbuns de sempre do género. Aliás este disco passou algo despercebido em Portugal, enquanto além fronteiras obteve um sucesso e um reconhecimento ímpares na nossa música até mesmo nos dias de hoje.
Antecessor da explosão do Rock Português, foi contemporâneo dos Tantra, uma banda de Rock Progressivo portuguesa apenas conhecida por franjas minoritárias de jovens desalinhados com o main stream; um e outro acabariam por eclipsar-se na espuma de Xico Fininho e de Cavalos de Corrida.
10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte é uma Ópera Rock que conta uma história de ficção cientifica: o planeta Terra está em colapso, moribundo, levado à destruição pelos Homens, o ar fica irrespirável e o Sol invisível entre a bruma da poluição. É o caos, a humanidade morre, as cidades tornam-se em valas comuns. A esperança desapareceu, o futuro morre na apatia dos homens. No meio deste caos um casal foge para o espaço, percorrem uma longa viagem entre planetas maravilhosos e 10.000 anos depois regressam à Terra para começar do zero.
Se recuarmos a 1978 o tema poluição não estava entre as prioridades da humanidade, hoje na esteira da conferência de Paris sobre o ambiente e das alterações climáticas, esta história não poderia ser mais actual. Até neste ponto 10.000 Anos é inovador e desconcertante, como é que um músico que cantava "A Rosa que te Dei" vem-nos contar uma história tão futurista e mostrar-nos uma visão de um holocausto, com um suporte musical arrojado?
Uma última palavra para o grafismo do disco, também ele inovador, naif q.b. e que transformava a capa do disco num livro cujo texto era, nem mais nem menos, as letras das músicas.
Fiquem bem no lado escuro da lua.
terça-feira, 7 de abril de 2015
Save a Prayer
Fiquem bem no lado escuro da lua.
domingo, 5 de abril de 2015
Waterboys
Um rock alternativo, com o omnipresente violino e com a voz rouca de Mike Scott a dar um toque folk q.b.
Pelo menos venho "afogar" as mágoas, afastado das profundidades tenho andado sem inspiração, nem vontade para escrever. Um vasto conjunto de razões afastou-me do fundo do mar e tem sistematicamente impedido o meu regresso.
O último mergulho foi quase fatídico: resolvi ir sem lentes e tendo o meu computador ficado sem bateria (ou avariado ainda não sei) levei um computador que mal conhecia, sem conseguir ler correctamente os dados confundi o tempo até à descompressão com o manómetro da garrafa.
Estávamos a mais de 30 metros de profundidade e o ar subitamente acabou! Por sorte estava a mergulhar num dos melhores centros do país - a Subnauta - onde os cuidados com a segurança nunca são descurados e o divemaster para além de uma boa reserva de ar também estava atento e por perto.
Esta experiência em alguns dos centros em que já mergulhei (cujos nomes não irei mencionar mas eles sabem quem são) era um acidente de mergulho que tinha tudo para terminar na primeira página de alguns jornais. Com a Subnauta foi apenas um inconveniente e orgulho ferido.
Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.
domingo, 7 de junho de 2009
Frankie goes to Hollywood
Já agora alterei a Playlist, farto de andar a aturar tretas como a de reduzir as músicas a trechos de 30 seg. tratei do assunto pelas minhas mãos.
Espero que gostem, em relação à playlist deixo um link e podem ir lá ouvi-la na integra.
Más notícias para quem usa o Firefox (como eu), só dá para ouvir uma coisa. a música ou o mar.
Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Remember that Night
Estou assim como que anestesiado. Coloquei o DVD "Remeber that Night" - o sublime concerto de David Gilmour no Royal Albert Hall - e aqueles sons levaram-me para muito longe daqui. É com algum esforço que escrevo estas linhas, vou interrompendo a escrita durante a música e retomando-a enquanto duram os aplausos.
Queria agradecer à Keila pelo selinho que orgulhosamente e, peço desculpa, tardiamente mostro. Em relação a repassar, dedico-o a todos os que me visitam regularmente.
Outra situação que me encheu de orgulho foi ter sido informado que fazia parte da lista de amigos de David Gilmour no IMEEM! Mais orgulhoso fiquei quando descobri que essa lista continha apenas 60 (sessenta) nomes. Nem podem imaginar o efeito, sinto-me como se tivesse sido tocado por Deus.
Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!



















