terça-feira, 13 de setembro de 2011

A minha Musa


Para que não restem quaisquer dúvidas a musa que me inspira foi a minha primeira namorada, chamava-se Teresa, era 2 anos mais velha que eu, era loira, tinha uns lindos olhos azuis, uma pele clara e macia. Frequentávamos o 8º ano na Escola de Lagos e namoramos esse ano e o Verão seguinte, depois de outro chumbo o pai mandou-a estudar para Lisboa, perdi-lhe o contacto, nem sequer sei se ainda é viva. Era demasiado bonita, demasiado ardente e demasiado jovem...


Ficou no meu coração, como qualquer primeiro amor, mas muito sinceramente não gostava de voltar a encontrá-la. Quero recordá-la como era nessa altura, linda de morrer, fogosa, terna, dominadora, um pouco Maria rapaz de feitio mas com uma sensualidade contrastante.

Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

sábado, 23 de abril de 2011

Vamos a ver se é desta

Já passou 1 mês desde que iniciei este post. Não tenho tido disponibilidade, nem mental nem de tempo. Agora estou a meio de umas férias e com os serviços encerrados já posso dispor de algum tempo para o lazer. É que sempre que estou no computador tenho trabalho para fazer, tenho alguém que está "encravado" ou os postos de trabalho estão todos ocupados ou há um problema num programa ou há uma alteração urgente... Quando não há nada disto sou eu que acho que determinado procedimento faria mais sentido de outra forma...


Resumindo a minha vida de uma forma mais poética - Estou como o mar, em constante mudança, às vezes calmo, às vezes em completa agitação; às vezes em solidão, às vezes no meio de uma multidão, desde o Verão passado que as mudanças têm sido a única constante na minha vida, no amor, nas amizades, na família, no trabalho e até na aparência.

Nunca passaram tantos meses sem mergulhar. Nunca estive tanto tempo sem me deixar abraçar pelo mar. Talvez aqui resida uma boa parte das responsabilidades por tão longo afastamento. Uma miríade de razões provocou este afastamento, desde logo o aumento logarítmico das responsabilidades no trabalho e consequente aumento das preocupações, estudos e pesquisas; por outro lado decidi aprofundar-me em termos religiosos/filosóficos e tenho-me dedicado profundamente à meditação.


Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A deliciosa leveza do ser

A velocidade a que o tempo passa é surpreendente, desde o meu último post já passou mais de 1 mês!

Se olhar para olhar para trás vejo que muito aconteceu, "gozei" férias, acabei de pintar a casa, encetei uma reestruturação da minha vida, etc.

De facto sinto-me hoje como se estivesse quase no topo do mundo, acho que em toda a minha vida nunca me senti tão bem. Isto até me faz lembrar a intervenção cirúrgica à coluna, sofri durante anos, tanto que me habituei à dor, quando a lesão se começou a revelar incapacitante não tive outro remédio senão ir à faca. Depois quando finalmente recuperei é que me apercebi do que era viver sem dores.

A nível emocional foi mais o menos o mesmo, sofri durante décadas e aos poucos habituei-me a sentir-me miserável, depois quando as causas do sofrimento foram afastadas é que senti a liberdade de viver.

Tudo mudou à minha volta e dentro e mim. Agora sinto-me leve, muito leve. Sobretudo feliz.

Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Alive & Kicking

Já estão pintados o quarto da cachopa, o quarto das visitas e a casa de banho do 1º andar. Apenas faltam os corredores, escada, cozinha e casa de banho do rés-do-chão.
Resolvi colocar cor na minha vida e todas as divisões têm agora um toque de cor, o quarto da miúda ficou em cinzento e rosa e o quarto das visitas branco com a sanca em azul, numa evocação às minhas origens algarvias; a juntar aos tons de azul do meu quarto e ao tecto em azuis do escritório.
Posso bem dizer que a cor e a música invadiram a minha vida, sinto-me como tendo renascido, não sei se sou uma nova pessoa ou se libertei aquele que se encontrava agrilhoado num limbo e que tinha sido substituído por uma marioneta. Sinto-me livre e, fundamentalmente, sinto-me vivo – Alive & Kicking – vivia preso entre um espartilho que me tolhia a liberdade e um amor sofrido, sofrível, insano, maníaco-depressivo que quase me matou.
2010 foi o ano da libertação, estou livre de quase todas as grilhetas, quase – continuo preso a um emprego, a uma hipoteca mas tenho a preocupação e o prazer de viver com a minha filha. Há liberdades que preferimos não ter e “libertar-me” da minha filha é algo que definitivamente não gostaria.
Para a semana vou de férias, já tenho planos: assistir aos 1.000 Km de Portimão das Le Mans Series, mergulhar no galeão francês Ocean e noutros locais a ver, fazer uns passeios de veleiro e sobretudo passar 3 semanas com a filhota no Algarve. Depois será o regresso e 3 semanas sem a filha (que ficará com a mãe), altura escolhida para completar a pintura do lar.

Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Primeiro Dia




Este Post deveria ter sido colocado no Sábado. A mãe da minha filha saiu de casa na sexta-feira, tendo assim terminado um casamento que durou 21 anos, Situação que desde há muitos meses era previsível e inevitável, mas que para evitar uma desestabilização da filha em pleno ano lectivo só agora se consumou.


Para acompanhar estas profundas mudanças resolvi redecorar por completo a minha casa, pintei o quarto em 2 tons de azul, decorei-o com fotos submarinas (tiradas por mim e convertidas em posteres), substituí a mobília que ela levou pelo amplificador Denon e pelas colunas KEF. Transferi o escritório do 1º andar para o rés-do-chão e pintei-lhe o tecto de azul celeste com a sanca em azul marinho e as paredes de branco. Pintada também foi a minha casa de banho (embora aqui sem qualquer alteração, tirando a disposição das coisas). Na noite de Domingo para Segunda, foi a vez da cozinha sofrer uma remodelação em grande, mudando a disposição dos frigoríficos, da mesa e de um armário, ficando agora uma verdadeira cozinha com copa (falta pintar, mas isso ficará para quando a filha for de férias com a mãe).

Enfim, ainda tenho o quarto da cachopa, o quarto das visitas/biblioteca, as outras casas de banho e as escadas e corredores. Devagar se vai ao longe e tem sido assim mesmo que as coisas têm avançado. Mas ainda há um reorganizar de rotinas que me tem consumido imensa energia.

Como podem ver tempo é algo que não disponho em excesso, Vamos lá a ver se é desta que regresso a estas lides.

Fiquem Bem no lado escuro da Lua!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tanque


Estas fotos são do meu último mergulho em 31 de Janeiro.

Muitas alterações têm acontecido na minha vida, a nível sentimental, emocional e profissional. Estou a tentar assentar as ideias e não tenho tido cabeça para escrever nem para ler, aliás passam-se dias que nem ligo o PC de casa. Ainda por cima o portátil deu o berro.

A todos os que paulatinamente passam por aqui deixo um abraço e a promessa de cá voltar com mais assiduidade assim que os problemas começarem a ficar organizados.



Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

DAKAR

É tempo de DAKAR (apesar de ser estranho um Dakar na América do Sul) como tal tenho andado mais pelo forum do Autosport e pelo site do Dakar. Sou um amante dos grandes espaços, seja o mar sejam os desertos, e da aventura como tal o Dakar não podia passar-me ao lado.

Hoje dei aqui um pulinho rápido antes de me deitar, aproveito para deixar umas informações:

Foi um excelente dia para os portugueses com o Carlos Sousa a subir mais um lugar (é 6º), embora a peder bastante tempo para o 1º  Stephane Peterhansel (o sr. Deserto) e Hélder Rodrigues e Paulo Gonçalves a brilharem bem alto ficando em 2º e 3º lugares da etapa, tendo o Hélder subido para o 3º da geral, ficando apenas atrás do melhor piloto da actualidade Cyril Despres.

Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Feliz Natal


Apesar de não estar com espírito natalício, não posso deixar de desejar um Feliz Natal a todos...

Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

1 de Dezembro - Sesimbra - Pedra do Leão


Já fazia mais de um mês que não mergulhava. Problemas de saúde afastaram-me do reino de Neptuno e o meu humor ressentiu-se disso.


Quer dizer não foi só a saúde houve outras causas que já esmiucei no de_escarnio. Talvez por isso a vontade de ler e escrever ainda não tenham regressado.


Muita coisa mudou na minha vida nestas últimas semanas, mudanças tão profundas que julgava impossíveis, estou um pouco perdido num mundo que parece ser novo, mergulhado num turbilhão de novas emoções, de novos amores e desamores.


Voltando ao mergulho, não foi nada de especial, uma enorme santola salvou o dia, tendo proporcionado algumas fotos e um filme. Era bem agressiva e tentou filar-me a máquina enquanto filmava-a.


De resto a temperatura da água era 16º (o ar estava nos 13º), não havia muita vida, pode-se mesmo falar de um mergulho pobrezinho, mas um mau dia de mergulho é sempre melhor que um bom dia no escritório!


À saída estava reservada uma surpresa, o mar que até estava calmo quando entramos estava já bastante formado, ou como diria o meu avô: o mar está feito num cão

A chuva caía e para termino o outro barco partiu uma hélice levando-nos a ficar em terra à espera dele mais de uma hora, pois as chaves da carrinha estavam lá! E como a Best Dive fica longe do porto o único remédio foi esperar que os outros chegassem...




Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DE_ESCARNIO

Ando pelo de_escarnio, quem estiver lá registado está convidado a ver os porquês


Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

domingo, 8 de novembro de 2009

sábado, 7 de novembro de 2009

De passagem

Estou apenas de passagem, alguns problemas de saúde, uma grande desilusão e uma canalhice afastaram-me a vontade de escrever. Mas esses assuntos ficam, obviamente, para o de_escárnio.

Sinto a falta do mar, no entanto estou aqui mesmo ao lado dele, ouço-o chamar-me, sinto o sal trazido pela brisa, mas a saúde impede-me de lá ri ter com ele. É um (mais) sofrimento atroz, mas por outro lado deixa-me uma certeza de que dentro de pouco tempo voltarei a estar com ele. Surfando nas suas ondas ou mergulhando no seu seio, não sei, cabe-lhe a ele decidir. Mas sei que voltarei a me juntar nele.

Peço a compreensão de todos os meus amigos pois tenho-me sentido verdadeiramente desinspirado e sem qualquer vontade de escrever, muitos são os problemas, decisões e acções que tenho pela frente, dificilmente consigo estar com  a mente serena para poder ouvir os outros, mas a luz já surge no fundo do túnel.

Até lá!

Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Remember that night

Já faz algum tempo que estava a prever um temporal para o meu lado. Sentia que o tempo não augurava nada de bom, a iminência da catástrofe sufocava-me, não a via, não fazia a mínima ideia se seria um terramoto, um furacão, inundações... não tinha a mais pequena ideia do que vinha aí, mas sentia que era algo terrível. Os temporais que me assolavam não eram mais do que um sinistro prenuncio de que algo verdadeiramente catastrófico estava para acontecer.

Hoje os meus receios e temores mais negros foram materializados, foi como se tivesse sido atingido por um tsunami gigante. Morri, morri mesmo, um cadáver conduzia aquela Strakar, a minha alma não habitava o meu corpo, tinha sido de lá arrancada pelo tsunami devastador, levada para a Antárctida onde ficou aprisionada sob um imenso glaciar...

De repente uma onda engole-me e lança-me a toda a velocidade num surf sem prancha directo à praia. Senti o fluir da água em torno de mim e a premente vontade de voltar a respirar; senti a areia a friccionar o corpo, travando a velocidade até à completa imobilização; a água recua deixando-me finalmente respirar. Foi algo contrariado que permiti que uma golfada de ar voltasse a invadir-me os pulmões. Expirei, levantei a cabeça e desatei a rir, ri profundamente e as minhas gargalhadas fizeram levantar as gaivotas que se preparavam para dormir ali por perto.

Olhei à minha volta, estava completamente nu deitado na areia enquanto as ondas vinham acariciar-me o corpo, levantei-me estava quase só, ao longe na névoa da maresia apenas se vislumbravam os vultos de algumas pessoas que passeavam pela praia. Voltei a correr para a água, repeti o longo surf, no fim do qual soltava um grito de prazer retornando para o mar que novo me trazia para terra.

Depois de dezenas de investidas voltei para a areia, exausto, distingui com dificuldade a minha roupa abandonada no areal, sentei-me ao lado dela e contemplei o pôr do sol, entrei em meditação e ali fiquei até o sol desaparecer por completo no horizonte, vejo o telemóvel a se assomar num bolso das calças e ponho a tocar aleatoriamente. Primeiro um jazz por Diana Krall - Almost Blue, seguiu-se The Blue de David Gilmour e quando as primeiras estrelas começaram a ficar visíveis Island também de David Gilmour.

Remeber that night
White steps in the moonlight
They walked here too
Through empty playground,this ghosts' town
Children again, on rusting swings getting higher
Sharing a dream, on an island, it felt right

We lay side by side
Between the Moon and the Tide
Mapping the stars for a while

Let the night surround you
We're half way to the stars
Ebb and flow
Let it go
Feel her warmth beside you

Remember that night
The warmth and the laughter
Candles burned
Through the church was deserted
At dawn we went down throgh empty streets to the harbour
Dreamers may leave, but they're here ever after
Levantei-me, sacudi o melhor que consegui a areia do corpo antes de me vestir e procurei o carro, coloquei a chave na ignição e o CD começou a tocar Diana Krall - Every time we say goodbye, I die a little. Recostei-me no banco e fiquei ali a contemplar um céu cor de laranja. Respirei fundo, os versos de On an Island atravessavam-me o pensamento misturando-se com aquilo que ouvia nesse momento e pensei em tudo o que me tinha acontecido.

Tinha morrido e voltado a nascer.

Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Batelão do Burgau - O filme!

Tenho andado sem tempo, nem disponibilidade para vir aos blogs. Em jeito de desculpa aqui fica o vídeo do melhor mergulho da minha vida!



E dos Golfinhos



Fiquem Bem no Lado Escu
ro da Lua!

domingo, 6 de setembro de 2009

De novo Sesimbra

Já havia quase 3 meses que não mergulhava em Sesimbra, desta vez para variar um pouco fui fazer um mergulho com a Best Dive.

Para já temos um ambiente acolhedor, umas instalações dentro do que é habitual em Sesimbra, excluindo a Cipreia que está uns furos acima, apesar de estar longe do cais de embarque o transporte assegurado por uma carrinha, não é desagradável.

Mas para mim, acabado de vir de um mergulho com a Subnauta, ficou aquela sensação de regresso ao passado.

Já agora uma chamada de atenção: Sesimbra é a meca do mergulho em Portugal, no entanto as condições são deploráveis. A começar pelos centros que apesar das recentes melhorias ainda não atingem os standards internacionais, e acabando na perfeita aberração que são os acessos aos barcos, registando-se todas as semanas acidentes, até quando?

E a estafada desculpa de "
lá fora é diferente porque..." não dá, ponham os olhos na Subnauta em Portimão e vejam o que é um centro de mergulho em todas as vertentes.

Vamos ao mais importante, o mergulho, depois dos 20º no Algarve senti a diferença para os 16º de Sesimbra, apesar de não ter chegado aos 12 metros de profundidade.

Em tudo idêntico aos muitos que já aqui realizei, mas o prazer de estar no fundo do mar é sempre renovado.

Depois de uma semana muito complicada em termos de trabalho, que me levou perto de um esgotamento, nada melhor que um longo mergulho para repor as baterias.


De facto foram 45' apesar de ter entrado apenas com 188 bar na garrafa e ter saído com cerca de 70! Se calhar é verdade o que um casal dizia, o tabaco faz-nos consumir menos ar (habitualmente não fumo, mas devido ao stress do serviço ultimamente foram 2 caixas de cigarrilhas).

A vida nos fundos de Sesimbra é cada vez mais e menos amedrontada com a presença dos mergulhadores, tive inclusivamente uma judia bastante interessada no ecrã da câmara durante algum tempo.

Mergulhar é parte de mim, já lá vão 33 anos que mergulhei a cabeça debaixo de água munido com óculos pela primeira vez, esse momento marcou em definitivo a minha vida, hoje não consigo pensar como será viver sem mergulhar, sem o contacto com a água salgada. Só no mar me sinto realizado e completo, só no mar sou feliz.

Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

domingo, 23 de agosto de 2009

Algarve

Ainda me sinto em transe! Depois dos magníficos mergulhos nas Berlengas, era impensável melhor em Portugal continental, pura ilusão. Precisamente no meu berço marinho, Lagos, mais concretamente na Praia da Luz e na do Burgau, fiz os melhores mergulhos que tenho memória.

Depois de anos de desilusões, com uma água de pouca visibilidade e com um centro gerido por estrangeiros (como todos os de Lagos) e que vende "mergulhos de plástico" resolvi ir até Portimão e mergulhar com a Subnauta. A comparação é abissal dum lado o melhor centro de mergulho português, do outro uma estrutura com o único objectivo de fazer umas massas com os turistas. Se forem visitar o site da Subnauta garanto-vos que aquela organização não foi apenas para as fotos, no dia-a-dia está sempre tudo impecavelmente arrumado e organizado.

1º Mergulho - Wilhelm Krag, também conhecido pelo Vapor da Luz, um navio afundado pelo submarino Alemão U-35 durante a primeira guerra mundial (mais info aqui). Um mergulho com 34 metros de profundidade, 20º de temperatura e uma visibilidade de 15 metros!

Pena que as pilhas do flash externo tivessem dado o berro e apenas dispunha do interno, pelo que as fotos não ficaram grande coisa, pois aquela profundidade os tons vermelhos e amarelos já não são visíveis ficando um ambiente fantasmagórico em tons esverdeados.

2º Mergulho - Batelão do Burgau, ao contrário do que li no fórum do mergulho este é um spot bastante bonito, apesar da pouca profundidade, 8 metros, com a temperatura da água mais elevada 21º, uma visibilidade de mais de 22 (vinte e dois) metros e uma fauna bastante abundante, levou a graçolas sobre um possível desvio da rota do barco e estarmos em frente a Sharm El'Sheik e não do Burgau! Sim estavam mesmo mais de 22 metros de visibilidade, da popa do semi-rígido de 13 metros via-se a ancora do mesmo a 8 metros de profundidade e afastada mais de 8 metros da proa (basta aplicar o teorema de pitágoras e obtemos 22,5). Os jogos de luz no interior dentro do batelão eram absolutamente fantásticos, dando a sensação de estar no interior de uma catedral gótica.

Para terminar em beleza 2 grupos de Golfinhos (Roazes Corvineiros) com mais de 15 indivíduos brincavam em frente à praia do Porto de Mós, nunca tinha visto esses animais tão junto da costa e frequento essa praia desde 1968.

Aqui é preciso lançar um alerta: é fundamental regulamentar a actividade dos barcos que se dedicam a mostrar os golfinhos, pareciam um enxame de volta dos bichos, a tentar estar em cima para dar as melhores sensações aos turistas. Não li nas manobras qualquer intenção de não perturbar os golfinhos, também não vi nenhuma manobra reprovável veementemente, mas notava-se (em contraste com o nosso skipper) que era questões mais de natureza financeira que moviam aqueles barcos.


Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Independence of the Seas


Em primeiro lugar devo assinalar que este é o primeiro artigo que escrevo com uma caneta. Diga-se que com o teclado é mais rápido, o reconhecimento de caracteres, apesar de bastante evoluído, ainda não é perfeito. Depois o ecran do telemóvel não é como o do PC, por fim, o browser não deixa inserir fotos.

A ideia era mostrar 1 ou 2 fotos do "Independence of the Seas'', assim terei de voltar mais tarde para as pôr cá. Aquilo é monstruoso! Dá a sensação que é um prédio. Junto com as fotos colocarei alguns dados para dar uma melhor noção da "coisa".


Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

A melhor viagem da minha vida

Música: Sailing - Rod Steward

Foi no dia 20/08/1994, partimos de Lisboa pela madrugada para aproveitar a maré, eram 06:00 lá estávamos a bordo do Magali o meu pequeno veleiro de 7,50m construído em 1942.

A primeira parte da viagem decorreu a motor, pois o vento era praticamente nulo. Toc, toc, toc - tossia velho Volvo Penta de 1 cilindro, apesar de ser mais recente que a embarcação ostentava com orgulho a data de fabrico 1950.

Chegamos ao cabo Espichel já perto da hora de almoço, o velho navio arrastava-se pachorrentamente a 3 nós. Decididos a cortar caminho a direito rumo a Sines. Vi-me obrigado a mergulhar debaixo do barco para soltar o giroete de modo ao odómetro poder marcar a distancia percorrida. Para não perdermos tempo e visto que o vento era muito fraco, optamos por manter as velas içadas continuando em andamento. Atei um cabo e mergulhei para debaixo do barco, é impossível descrever a sensação que tive, tirando o casco do barco apenas via o azul. Acho que nunca me tinha sentido tão só, mas ao mesmo tempo sentia-me em casa.

Algumas horas depois avistamos lá ao longe estranho esguichos de espuma, intrigados fomos buscar os binóculos e vemos um bando de golfinhos, virei a proa na sua direcção embora achasse impossível alcança-los. Foi com enorme surpresa que os vimos aproximarem-se, vindo brincar alegremente na proa do vetusto barco. Os seus saltos e acrobacias deixaram-nos maravilhados durante longos minutos, a velocidade reduzida da embarcação e o infatigável toc-toc foram esquecidos enquanto corríamos da proa à popa e de estibordo a bombordo para tiramos fotos ou simplesmente contemplá-los. Talvez cansados da nossa lentidão acabaram por partir, deixando-nos completamente entusiasmados.

Com a chegada do pôr-do-sol deu-se outro momento mágico, retomei a cana do leme após ter vestido o fato isotérmico, apesar de ser Agosto
com o sol a perder intensidade o frio começou a aumentar. A beleza do pôr -do-sol no mar é redobrada, o Zé agarrou na câmara e registou a foto que ainda hoje uso para me identificar.

Esta foto trás-me recordações não só de momentos belos mas sobretudo de uma profunda sensação de liberdade. Nunca me senti tão livre em toda a minha vida! Apesar de confinado a um espaço de 7,25 m por 3 m, tinha à minha volta a imensidão do Oceano, apesar da cabine não ter mais de 1,5 m de altura, sobre a minha cabeça pairava o infinito. Todas as noites sonho em voltar a fazer uma viagem assim, desta vez sem rumo nem destino traçados, apenas navegar pelo mar impelido pelos ventos.

A noite passou lenta e fria, apesar de ter um fato de treino, uma camisola de lã, um gorro de malha e umas jardineiras e casaco isotérmicos (uns Helly Hansen concebidos para o agreste mar Báltico) apenas uma garrafa de Brandi conseguia aquecer a alma.

Pela manhã dobramos o cabo de S. Vicente. É uma visão grandiosa esta cabo, a 1ª vez que aqui passei estava tocar Wagner, mas hoje não havia música para além do toc-toc. Senti-me esmagado de novo pela imponência destas rochas, talvez existam no mundo outros lugares assim, mas este tem uma mística muito especial, uma série de promontórios separados por pequenas baías têm o seu ex-libris no promontório de Sagres venerado desde o tempo dos Celtas que lhe chamavam o promontório dos Deuses acreditando que era aí que Eles viviam.

Séculos mais tarde foi escolhido pelo Infante D. Henrique como berço do maior e menos sanguinário império da História. Foi uma obra de Deuses os feitos de Gil Eanes e dos que lhe seguiram, pois apenas Deuses conseguiriam realizar o feito que eles fizeram de tornar o mundo pequeno.

O 2º dia de viagem decorreu calmamente até chegarmos à Salema, aí o vento de Norte começou a rugir forte, impulsionando o Magali (já com o motor desligado num mais que merecido repouso) a uma velocidade de 10 nós, que rapidamente nos fez chegar ao nosso destino - Lagos. As 5 toneladas de peso gostavam era de vento rijo e o velho veleiro acelerou deixando uma comprida esteira de espuma e percorrendo as milhas que faltavam até à baía de Lagos ao triplo da velocidade que o motor nos tinha impulsionado durante dia e meio.

A viagem apenas ficou interrompida, um hei-de retomá-la até à eternidade!


Velejem no Lado Escuro da Lua!

Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

AZUL

Música: The Blue - David Gilmour

Fecho os meus olhos
Cheios de estrelas
Cheios de luz
AZUL

A água molha-me a pele
Encho os pulmões
Afundo-me no
AZUL



No meio dos destroços do vapor
Um polvo contempla-me
Vou flutuando no
AZUL

No fundo do mar mil cores
Milhões de tonalidades
Vermelho, verde e
AZUL



Nas cavernas daquele navio
Muitas dores passaram
Mas lá ao fundo é
AZUL

Vejo esponjas e gorgónias
Polvos, sargos e fanecas
Mas espanta-me o
AZUL




Na escuridão da profunda gruta
Seres estranhos passeiam
Também eles procuram
AZUL

Lá fora vejo a glória da luz
Uma profunda e intensa
Mas suave no tom
AZUL




O sol aquece-me a alma
Banha-me o corpo
Sob um céu
AZUL

O barco flutua placidamente
Espera-me sem pressa
Sobre o oceano
AZUL


Fiquem Bem no Lado Escuro da Lua!