Fiquem bem no lado escuro da Lua.
ESTOU NO MAR, NO AZUL INFINITO, ESTOU MOLHADO, SENTINDO O SABOR DO SAL, O CHEIRO DA MARESIA. VEJO A LUA REFLECTIDA NO MAR, INUNDANDO-O DE UM BRILHO PRATEADO. SEJAM BEM-VINDOS AO LADO ESCURO DA LUA.
quarta-feira, 1 de março de 2023
The Dark Side of the Moon
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
terça-feira, 4 de outubro de 2022
Abbey Road
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
segunda-feira, 11 de julho de 2022
Onde o Mar é mais Azul
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
domingo, 26 de junho de 2022
Bring on the night
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
quarta-feira, 22 de junho de 2022
Delicate sound of Thunder
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
sexta-feira, 13 de maio de 2022
I'll Take Care of You
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
domingo, 8 de maio de 2022
Sou uma câmara

sexta-feira, 6 de maio de 2022
Barcelona
quarta-feira, 4 de maio de 2022
O presente
O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o presente.
Buda
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
segunda-feira, 25 de abril de 2022
Regatta de Blanc
Música: Regatta de Blanc – The Police; Mysterious Ways - U2
Imponente, a Catedral de Palma de Maiorca, domina as vistas.
A altura das suas torres, as mais altas de Espanha, desafiam o facto de
estarmos numa ilha.
Por todo o lado há alguém a tentar vender algo, quadros,
malas, sapatos, recuerdos… também há artistas de rua, que fazem pinturas,
performances, homens/mulheres estátuas e o estranho casal que levita numa
armação bem disfarçada. Houve-se uma viola tocando o concerto de Aranjuez, o
sol é abrasador, apesar dos jactos de água que caem no lago que fica no sopé da
catedral o calor torna-se pesado enquanto o sol procura a sua posição mais
alta, como que para ver melhor todo o esplendor que se estende por baixo.
Uma brisa levanta-se, embala as folhas das palmeiras que
alegres fazem coro aos acordes da viola do virtuoso artista de rua que a
dedilha alegremente.
Agarrando a larga borda azul do
chapéu que o vento tenta em vão retirar para descobrir o seu rosto sereno, deixando
o alvo vestido ondular ao sabor deste, ora mostrando ora ocultando as suas
formas perfeitas. Pequenas rendas orlam as extermidades das curtas mangas, como
se brancos lírios lhe ornamentassem os braços firmes e maduros.
Olha fixamente para o Mar,
não se deixando distrair com as mundanas figuras que cruzam a rua. Por momentos o tempo pára, tudo fica estático,
congelado. Apenas ela continua a mover-se naquela forma misteriosa, ondulando
como o vento, provocando um pesado suspiro de paixão.
O roxo das Buganvílias contrata com o verde e o amarelo
dominantes, traçando um friso colorido no topo do muro desta casa com singelas
varandas e venezianas verdes.
As palmeiras omnipresentes compõem a moldura muito acima das
luminárias que quase passam despercebidas. Ali numa muito camuflada esquina uma
cascata de belas flores azuis vai descendo pela trepadeira que cobre por
completo o muro que delimita a propriedade e dá suporte ao socalco que aplainou
o espaço onde esta moradia se ergue.
O calor continua opressor, pesado e húmido, convidando a uma
paragem para refrescar.
Que melhor local para fugir à canícula que a Plaça de la
Feixina, com os seus lagos e cascatas, sempre com a água correndo, mergulhando
aqui e ali debaixo das pedras do passeio, para surgir uns metros à frente mais
fresca.
As amplas sombras do arvoredo auxiliam no arrefecimento,
enquanto acenam para a água embaladas pela aragem que atravessa a ilha de norte
para sul.
Convidando a uma paragem para descansar as pernas e
arrefecer os músculos enquanto se contempla o escoar do tempo na sombra do
relógio de sol, ali instalado numa das faces de pirâmide de pedra, noutra surge
um enigmático relógio de lua, com a sua tabela de legenda e descodificação.
Os muros do castelo opõem-se à linha das palmeiras deixando no seu regaço um largo passeio de pedra.
Ali surge novamente a bela silhueta alva, agora dança,
alegre, feliz, deslumbrante. Rodopia de braços abertos abraçando o vento numa
valsa ensurdecedora de silencio. Baila com o calor e com as gotas de humidade
que pairam pelo ar arrastadas desde as cascadas pela suave brisa estival.
Continua misteriosa a forma como se move, como dança, como
caminha. A harmonia instala-se, todo o quadro ganha uma formosura singular, até
a catedral estica as suas torres por entre as palmeiras para observar este
pitoresco panorama em movimento, esta poesia silenciosa e serena.
Abraço a beleza do quadro e regresso ao navio, sou um marinheiro, um homem do mar, apaixonado pela doce silhueta alva que misteriosamente se movimentava, ora caminhando, ora dançando.
Contemplo a linha do casario que se estende entre as verdes
colinas e o azul do mar, a multitude de embarcações que descansam na grande
marina, os paquetes luxuosos que preparam a partida para o alto mar.
Tudo parece pacífico, sereno, nem o vento se sente agora.
Sinto uns braços a me envolver, um doce perfume invade-me as
narinas e o doce som de uma voz faz-me estremecer.
Lentamente viro-me, perante mim está a delicada figura alva com
que me cruzei uma e outra vez durante o dia.
A noite caiu, não sentimos o sol esgueirar-se sob as ondas
distantes, inebriados pelo tão inesperado como anunciado encontro. Os nossos
olhares não se desviaram durante as longas horas em que o glorioso astro
atravessou os céus.
Não há um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.
domingo, 26 de dezembro de 2021
O Tempo
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
quinta-feira, 15 de abril de 2021
The Fog
quarta-feira, 14 de abril de 2021
Snow
Let it snow
Let it snow
Let it snow
Stay well in the Dark Side of the Moon.
sábado, 19 de dezembro de 2020
Ao Longe o Mar - Madredeus
quarta-feira, 23 de outubro de 2019
És o Amor da minha vida
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
I'll take care of you
Sem mais comentários
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
De regresso...
Não sou de fazer planos, toda a minha vida tenho andado ao sabor dos ventos e das correntes. Claro que tomo opções: umas vezes vou à bolina, noutros faço um bordo, noutras ainda vou à pôpa, que viro a bombordo, a estibordo, que ora viro em roda, ora cambo.
Mas no fim o destino não interessa, o importante é a viagem. Que é como quem diz: Não há um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.
Voltar ao pé do Mar, acordar ao lado da Mulher que amo e contemplar as ondas a rebentarem na areia, fizeram despertar de novo em mim a vontade de vir aqui.
Já havia mais de um ano que não estava assim perto Dele, sem pressas, sem afazeres, sem um calendário a cumprir. Sinto-me rejuvenecido, renascido, sinto-me como um veleiro vogando vorazmente pelas cristas das ondas.
Estou de novo a escrever, o Paisagens ficou parado, incompleto, enquanto atravessava a Europa, de Oeste para Leste, de Sul para Norte. Talvez agora o possa continuar, talvez agora o possa terminar, por certo mais enriquecido, afinal a viagem que começou em Portimão em direcção ao Norte, que sulcou o Mediterrâneo até Itália, que visitou o deserto e cruzou o Atlântico na rota de Cristóvão Colombo, vai continuar a expandir-se: Lille, Bucareste, Copenhaga, Munique, Viena, Constança e o Mar Negro.
Fica aqui então a música do dia:
Fiquem bem no lado escuro da Lua.
domingo, 28 de maio de 2017
Mais uma vitória para a equipa das Quinas
Fiquei sem capacidade de usar o explorador de ficheiros, depois de alguma investigação concluí que o serviço Windows Search estava desactivado. Acabei por localizar o problema e reconstruir o índice e... Voilá! Está aqui a 100%.
Fiquem bem no lado escuro da lua.
domingo, 14 de maio de 2017
Alergia
Isso tira-me a inspiração para escrever.
As vendas do "Wet Side of the Moon" estão a decorrer bem.
Já tenho mais de metade do "Paisagens" escrito.
O segundo livro "Isto sempre foi assim" está praticamente pronto para publicar, tenho apenas de o rever e corrigir uma ou outra coisa.
Ainda estou a dissolver os restos da festa de ontem - uma boa cerveja, um excelente whisky e um charuto Dominicano muito bom, isto para não falar da Raia de Alhada que estava divinal.
Mas estive aqui vários minutos a olhar para o ecrã e só me passa isto na cabeça.
Até amanhã.
Fiquem bem no lado escuro da lua.
sábado, 4 de março de 2017
Meco
Olha à tua volta, irás ver algo fantástico
Olha à tua volta, vais ficar surpreendido
Olha à tua volta, tira as vendas que usas
Olha à tua volta, liberta a tua mente
Sente os cheiros que envolvem a paisagem
A maresia que é arrastada pelo vento
O odor da areia húmida que se eleva
O cheiro das ervas que se propaga
VIVE!
LIBERTA-TE!
VOA!
MERGULHA!
Todos os dias há um pôr-do-sol
Todos os dias há algo para contemplar
Todos os dias há vida para além dessa vida
Todos os dias o mundo gira sobre si
Deixa-te pairar sobre o mundo
Flutua para além da prisão do dia-a-dia
Foge do quotidiano, essa grilheta da mente
Esquece tudo o que pensas que sabes e VIVE!
Não há um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.
Fiquem bem no lado escuro da Lua.




















