quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Mar e Chuva

Fonte da Telha Abril de 2006

Hoje fui invadido por um turbilhão de sentimentos contraditórios. Para começar reunião de pais do colégio da filhota, às vezes é uma seca, mas tem sempre o condão de mostrar até que ponto a mucheca (termo algarvio para miúda) está evoluida: já nos sentamos confortavelmente nas cadeiras deles, as temáticas da sala já são outras, os colegas já nos parecem muito crescidos, etc.

Também aconteceram situações desagradáveis a nível pessoal e não só, mas essas deixo-as para o escárnio. Aqui evito trazer temas desagradáveis, apesar de por vezes me ver obrigado a fazê-lo.

Chegado a casa, apeteceu-me ir até à praia. E lá fui, com os meus cães, quer dizer os 3 mais velhos, o Dudú e o Max ainda não estão suficientemente obedientes para esses longos passeios.

20 minutos de caminhada e lá estava eu com os pés descalços na areia. Não corria vento, nem um fio, o mar estava estanhado, apenas pequenas ondas vindas de uma tempestade distante rebentavam ordeiramente na areia que se esticava até longe aproveitando a baixa-mar. No ar sentia-se aquele aroma típico dos fins de tarde balneares, lá atrás sobre os pinheiros começavam-se a assomar timidamente algumas nuvens que anunciavam a proximidade de chuva, para além dos tractores dos pescadores que de resto estavam abandonados no areal, viam-se pequenos grupos de pessoas dispersos. Sentia-me quase só.

Aproximei-me do mar e deixei que a 1ª onda me lambesse ternamente os pés. Surpresa! A água estava bastante temperada, tépida mesmo, meditei por alguns segundos - Bolas! Não trouxe o fato de banho! Que se lixe! - Afasto-me umas centenas de metros dos veraneantes mais próximos e aqui vou eu. Entrei sem qualquer hesitação, a água estava mesmo um caldo. Fiquei por ali nadando, apanhando boleias nas ondas, observando a luz do sol poente deslizando na minha direcção ou simplesmente deixando-me absorver pela comunhão total com aquele quadro de uma beleza imensa. O tempo, esse carrasco impiedoso, continuou a sua marcha e verifiquei que eram 19:30. Está no momento de regressar.

Saí contrariado daquele mar de prata e com alguma relutância comecei-me a vestir. A viagem de regresso a casa começou com a constatação que as nuvens que prometiam chuva tinham perdido todo o pudor e agora apresentavam-se completamente desinibidas. Pensei se a minha nudez não teria contribuido para essa emancipação. Não creio, mas acredito piamente que serei contemplado com um duche antes de conseguir chegar ao meu chuveiro.

O inevitável aconteceu, a chuva começa a cair, mas longe de ser algo de desagradável, veio dar um novo colorido ao quadro de sons, imagens e cheiros que se tinha composto neste magnífico fim de tarde. Estava precisamente a atravessar a Mata dos Medos, em pleno pinhal, quando recebi este brinde. Não sei se algum de vós já passeou no meio de um pinhal à chuva; os cheiros da terra molhada, da resina, da madeira húmida, das agulhas dos pinheiros e das pinhas banhadas pelas gotas da chuva; o verde das folhas ressalta com o brilho da água, o castanho da areia e da caruma toma um tom ocre. O pinhal adquire um ar mágico.

Deixo aqui uma das músicas que tenho estado a ouvir enquanto redigi estas linhas:



Fiquem Bem!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Vejam se descobrem!

Vejam lá se descobrem de quem é o excerto desta música.

Posso dar algumas pistas: Ano 1978, é de um artista português, o disco conta a história do fim do planeta terra, da fuga para o espaço de um casal e seu posterior regresso, 10.000 anos depois, para o repovoar.

OK! Dou uma enorme ajuda o nome do álbum é "10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte". E ainda dou de bónus que 2 dos músicos de suporte são o Ramon Gallarza e o Zé Nabo.

Não! Não é do Rui Veloso!





Fiquem Bem!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Basic

Não! Não é a linguagem de programação que foi vulgarizada com ZX Spectrum. Lembram-se dele? aquela caixinha preta com teclas de borracha que se ligava ao televisor.

As horas perdidas a carregar os jogos a partir de cassetes de audio, no meu caso as horas a escrever programas, uns mais a atirar para o sério outros eram simplesmente jogos. Foi o meu 1º computador (apesar de já trabalhar com mainframes).

Bem mas o assunto é outro: Basic é o filme que estou a (re)ver, ou melhor comecei ontem só que adormeci e vou recomeçar hoje.

No papel principal John Travolta - tenho de admitir que nutro uma certa admiração por este actor. Depois de um início de carreira a atirar para o canastrão, andou em filmes de low-profile, fez uma ou outra aparição mais conseguida - estou a lembrar-me de "Blow Out" e da série "Olha quem fala" - para renascer com uma dimensão totalmente diferente em "Pulp Fiction" onde contracenou com Samuel L. Jackson, com quem também contracena neste filme.

É a história da investigação de uma série de homicídios ocorridos durante uma missão de treino de Rangers no Panamá, devido à complexidade do crime o comandante da base convida Hardy (Travolta) ,
um ex-Ranger, policia da DEA que está suspenso por suspeita de corrupção, para ajudar Osborne (Connie Nielsen), a policia militar, a interrogar os únicos sobreviventes, a estes juntam-se outras personagens, cada uma contando uma versão diferente da história. O clima opressivo é acentuado pela presença iminente de um furacão.

Um filme com sinal mais.

Fiquem Bem!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Outro que tirei do baú

Sábado, Abril 29, 2006

FREE LOVE


Hoje esteve um maravilhoso dia de primavera, de manhã, como habitualmente, passei junto à Costa da Caparica a caminho de Lisboa. O mar estava sereno com uma pequena ondulação que começava a rebentar longe e estendia os seus dedos brancos longamente até à areia.
-Dark! - exclamou ele assim que me viu - uma das minhas sereias quer falar contigo.
Finalmente vou puder falar com uma sereia, pensei com o coração a bater descompaçadamente. - Sim, claro, vou já aí ter - disse-lhe com uma tremura de excitação mal disfarçada na voz.
Sentei-me a comer qualquer coisa enquanto esperava por ela - Olá! És tu o Dark - fiquei petrificado, o meu coração parou de bater - o mar disse-me que estavas aqui e ele tem falado tanto de ti que te quiz conhecer.
Não consegui dizer uma palavra, na minha frente estava o mais belo ser do Universo, os seus cabelos eram areia do fundo do Oceano Indico e os seus olhos eram dois pedaços do mar das caraíbas, o seu corpo era moldado pelas ondas do pacífico sul.
- Senta-te, vou buscar-te um café - disse-lhe recuperando o folgo. Voltei a sentar-me junto dela e ali fiquei conversando durante horas e horas. A sua voz tinha a melodia das ondas rebentando suavemente numa praia a pôr-do-sol, o seu perfume era salgado como a maresia. Por fim ela disse -Tenho de me ir embora, de voltar para o meu mundo.
-Não! - implorei-lhe - Não vás! Fica comigo!
-Como gostava - respondeu-me mas o meu mundo é lá embaixo de água e o teu cá em cima, em terra - Senti-me o mais triste dos homens e gritei-lhe - Eu AMO-TE não te vás, quero ficar contigo para sempre!
- Eu também te AMO mas o meu lugar é no fundo do Oceano e o teu aqui sobre a terra. - retorquiu-me com uma lágrima no canto dos olhos.
- Se me AMAS porquê que vais? O que há de mais importante do que o AMOR? - perguntei-lhe desesperado.
- Sabes que nem eu posso viver aqui nem tu lá embaixo. Eu AMO-TE mas o meu lugar é lá.
Ela afastou-se, e eu fiquei a vê-la descer até desaparecer da minha vista. Fiquei ali olhando para o mar. Este ao ver a minha dor veio por um braço sobre os meus ombros - Olha filho, de facto vocês não podem estar juntos, mas podes sempre ir visitá-la quando mergulhares, mas sabes bem que tens de voltar à superfície, outras vezes ela poderá vir ter contigo, mas ao fim de algum tempo terá de voltar para o fundo do oceano.
- O que há de mais importante do que o AMOR - perguntei de novo.
- Mas tu morrerás se te acabar o ar das garrafas. O AMOR é o mais importante da vida, mas se ficas lá embaixo acabas por perdê-la.
- É, só me resta ficar com ela enquanto durarem as garrafas, pelo menos até criar guelras. Sim eu vou criar guelras, ou então morrerei afogado. De uma maneira ou de outra ficarei com ela para sempre.
- És doido, - replicou-me o mar - completamente doido.
- O AMOR nada tem a ver com a razão, sabes. Ele não é planeado, ele não é orquestrado, ele não se constroi nem se calcula. Simplesmente brota, surge sempre que 2 almas se complementam. Por isso é que nunca é pecado AMAR.
O mar pensou por uns momentos e disse - Nada do que me dizes é novidade para mim, apenas queria ver até que ponto sabias o que era o AMOR. Sabes a maior parte dos Homens confunde AMOR com apego, constroi uma imagem da sua sereia como se ela fosse uma Mulher, e depois acaba por secá-la ao mantê-la cá em terra, outras vezes ela acaba por fugir. Temos de deixar que a natureza daquele que AMAMOS se manifeste livremente. E eu queria saber até que ponto sabias o que era o AMOR. Agora vejo que és capaz de abdicar da própria vida por AMOR, AMOR verdadeiro, agora sei que mereces ficar com ela e ela contigo. Vem, trás as garrafas, vai ter com ela e não te preocupes, na altura certa hão-de crescer-te as guelras, porque o AMOR é todo-poderoso.

AMEM livremente, sem compromissos, sem segundas intenções no Lado Escuro da Lua!


Fiquem Bem!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Agora os Genesis



Sobre os Pink Floyd, que para mim são o melhor grupo de Rock de todos os tempos, já dediquei várias páginas nomeadamente esta e esta. Para além de outras nos meus primeiros blogs. Daí que a minha 2ª página consecutiva sobre música seja dedicada a este magnífico grupo (até à saída do Peter Gabriel).

Esta música "Firth of Fifth" ainda hoje me causa arrepios, especialmente os loongos solos de flauta, piano, órgão e viola eléctrica. Este álbum, "Selling England By The Pond", e o "The Lamb Lies Down On Broadway" são a meu ver os melhores desta banda, que após a saída de Peter Gabriel ficou reduzida a uma banda comercial e ligeiramente acima da mediocridade.

Mas voltemos ao tema que enquadra este artigo. Um início com um espectacular solo de piano, depois "The path is clear" começa a cantar PG - ao mesmo tempo que viola baixo, orgão e bateria entram com a melodia, ao que se junta uma viola acústica (12 cordas?)... Silencio começa-se a ouvir acordes de viola baixo e piano... e eis que entra a flauta... sublime... segue-se o piano... celestial... depois o órgão... apoteótico, segue triunfalmente ponteado pela bateria, para finalmente entrar a viola solo, esplendorosa, fantástica, arrepiante. Quase somos transportados para outro planeta, para outras esferas. Até que lentamente somos reconduzidos à Terra pela voz de PG. "The ridle of constant change". Aterramos após uma viagem intergaláctica.

Boa viagem!

Fiquem Bem!

Músicas


Tive uma recaída em relação às músicas que marcaram a minha infância. Num daqueles momentos repentinos coloquei no CD do carro o magnífico disco dos Genesis - "Selling England By The Pond" e dei por mim a pensar em tudo o que ouvia há mais de 20 anos.


Acima de tudo gostava de vos falar dos Genesis, mas não consegui ainda encontrar a minha música favorita "Firth of Fifth" (só mencioná-la provoca-me arrepios), depois o melhor será talvez começar pelo princípio.

O princípio para mim foram os Supertramp e o álbum "Crisis? What Crisis?". (Estranhamente o titulo assenta que nem uma luva no Portugal do sec. XXI, mas isso são contas de outro rosário) O que tem este disco de especial? Hoje pouca coisa, para um miúdo de 11 anos foi o Big Bang, ainda por cima este disco foi banido lá de casa (eram um bando de barbudos de grandes gadelhas, de certeza que eram drógados). Foi uma espécie de emancipação musical precoce o grito contra os fados, o Marco Paulo, o Toni dos Santos, a Anita Guerreiro e muitos outros que assombravam os meus pavilhões auditivos.

Passados alguns anos voltei a comprar este disco (o primeiro exemplar tinha sido trocado pelo do Eurofestival da Canção - outro vómito sonoro, pela minha mãe) desta vez clandestinamente, seguiram-se os discos "Crime Of The Century", "Even In The Quietest Moments" e, sobretudo, "Wish You Were Here" dos Pink Floyd. Claro que esta colecção acabou por ser descoberta e instalou-se a preocupação se eu não seria também um drógado.

Depois de muitos atritos de muita guerra, lá me deixaram em paz com as minhas músicas seguiram-se Genesis (antes da saída de Peter Gabriel), Triunvirat, Yes, Emerson, Lake & Palmer, Tangerine Dream, Vangelis, Jean Michel Jarre, Jean Luc Ponty, Frank Zappa, David Bowie, Kraftwerk, Ultravox, Rick Wakeman, Queen, Led Zeppelin... vou parar a lista pois arriscava-me a levar toda a noite, apesar de haver omissões imperdoáveis.

Olhando para os dias de hoje vejo que a juventude tem uma vida muito mais facilitada que a nossa, é preciso lembrar que estávamos em 1975 meses após o 25 de Abril de 1974, que o nosso país acordava dum profundo pesadelo Fascista que tinha durado 48 anos e que apenas pequenas elites tinham acesso ao que de mais moderno se produzia em termos artísticos lá fora. Portugal era um país rural, inculto, atrasado e "orgulhosamente só". Os Supertramp foram assim como que um 25 de Abril para mim.

Em relação à qualidade da música de agora, não sou desses que dizem que antigamente é que era bom agora já não se faz música de jeito, mas digo (com alguma nostalgia) que não se faz música como antigamente. Adoro U2, Coldplay, Depeche Mode e muitos outros grupos actuais, mas aquela sonoridade, a orquestração quer do Rock Sinfónico quer do Rock Progressivo foram desaparecendo. Como não sou um adepto da Chiclet (lembram-se dos Taxi "mastiga e deita fora") volto regularmente ao meu baú.

Fiquei muito contente pois enquanto escrevo estas linhas estou a ouvir os Supertramp e a minha filhota (que tem precisamente 11 anos) passou por aqui e disse "-Pai estás a ouvir uma música bué fixe". A miúda pelos vistos sai aos pais (a minha cara metade partilha também estes gostos, embora o mais que tudo para ela sejam os Queen).

Uma última palavra para as imagens do vídeo que escolhi para hoje, não têm nada a ver com a música, mas como há algumas de bom gosto e o mais importante era mesmo a música achei que não fazia mal usar aquele vídeo.

Fiquem Bem!

sábado, 1 de setembro de 2007

Hoje estive a colocar "labels" nos posts todos. A minha filhota acordou e o telefone tocou. Parece que o tempo para estar por aqui vai rapidamente chegar ao fim. Hoje sinto vontade de escrever por isso sou bem capaz de voltar aqui.

Outra coisa, recuperei o Texas Instruments mas ainda não o consegui pôr a comunicar com o servidor. É que o gajo é muita velhinho e não consegue ler CD-R só lê os CD normais e como perdi o CD do Windows 98 (apenas tenho o CD-R com o 98 SE) não consigo configurar o bicho.

Aproveito para deixar aqui um apelo se alguém tiver lá para casa um CD original do Windows 98 ou 98 SE que não precise a gerência agradecia.

Fiquem Bem!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Conversas com o mar 2

Lembrei-me agora que a história da Sereia tinha começado no meu antigo blog. Daí que pensei em republicar os textos dessa altura, este aliás é o 2º pois já tinha posto este.



Sexta-feira, Abril 21, 2006

Mantive silêncio e também não resultou


O mar está revolto, anunciam-se ondas de 4 metros ao largo, estive caladinho, nem um só comentário, mas lá veio outra vez mau tempo para mergulhar!

Sinceramente acho que vou aprender surf, ao menos se não puder mergulhar sempre vou surfar:-)

Quando saí do carro, atrás do cordão dunar, logo sem conseguir ver o mar disse imediatamente à Kind of Magic - Nã... Amanhã não vou mergulhar estás a sentir o cheiro. - O cheiro era trazido pelo vento que soprava furioso e provocava vaga de Oeste, arrastando o seu odor bem para trás do cordão dunar. É um cheiro salgado, maravilhosamente salgado que nos invade os sentidos e nos arrebata a alma, que nos abraça e acaricia e que nos convida a dançar, rodopiando em remoinhos. É a maresia!

Olá - disse-nos ela - dançando entre nós, vejo-vos passar todos os dias ali em cima, mas não têm parado por aqui!

- Sabes como é sempre com pressa, o trabalho, as obrigações... Que disparate claro que não sabes! Que sabes tu de trabalho e de obrigações?

- Mais do que imaginas - soprou a maresia aos nossos ouvidos - Julgas que não dá trabalho trazer serenidade a todos os humanos que me respiram? E as minhas obrigações com os poetas, os músicos e os pintores, enfim com os artistas?

-Tens obrigações?

-Sim, claro tenho a obrigação de os inspirar!

-Pensava eu que a vida para ti era leve, que apenas te divertias

-Claro que me divirto, adoro o meu trabalho e as minhas obrigações por isso é que não me pesam.


Fiquem Bem!

sábado, 18 de agosto de 2007

Garrafas


Alterei o toque das mensagens do meu telémovel, cortei uma parte da música do Message in a Bottle dos Police e Zás!

Escrevi uma mensagem numa Garrafa Azul e lancei-a ao mar na esperança que a minha Sereia a lei-a. Há muito tempo que não estou com ela e morro de saudades, corri até ao mar e deixei que as ondas me acariciassem os pés, joguei a garrafa, gritei pelo seu nome e esperei. Esperei, mas ela não veio.

As ondas continuaram a fazer-me festas e a dar palmadinhas enquanto foram dizendo:

- Não fiques assim tão triste, pois temos a certeza que só uma forte razão a está a prender lá no fundo". Olhei para elas e sem saber o que dizer limitei-me a sacudir a cabeça.

- Vá lá, não fiques assim. Vem divertir-te conosco, não nos achas lindas?

- Claro que são lindas - respondi - mas, desculpem a franqueza, não se aproximam da beleza da minha sereia. Nela tudo é lindo, as curvas do seu corpo não têm rival, nem nas mais perfeitas ondas, a côr dos seus olhos ultrapassa o mais lindo azul dos oceanos e o seu cabelo faz empalidecer o mais belo de todos os areais.

- Se calhar estás a exagerar um pouco - retorquiram-me mostrando-se um pouco ofendidas.

- Não. Nunca serei capaz de transmitir por palavras a beleza dela, pois por cada sentido teria de escrever um texto do tamanho da Enciclopédia Britanica apenas dar dar uma pálida ideia.

- Como assim?

- A descrição que fiz foi apenas um pequeno extracto do que me transmite a visão. Se fosse falar da audição teria de dizer que a voz dela é mais bela que o ressoar mais romântico que alguma onda poderá produzir, que o som da sua respiração não tem qualquer comparação com o mais doce arulhar do vento. No que diz respeito ao olfacto, bem podem tentar a mais bem conseguida mistura de maresia e flores tropicais que nunca conseguirão aproximar-se do magnifico odor da sua pele despida e suada após termos feito AMOR. A suavidade da sua pele é tal que nos leva ao Nirvana só de imaginar-mos que a estamos a tocar. Deixei para o fim o paladar, pois o sabor da boca dela ultrapassa o hidromel da mitologia grega. De facto depois de beijá-la sentimo-nos no Olimpo...

- Chega! Não digas mais nada - as ondas, num misto de frustação e pena, cortaram-me a divagação - não adianta ficares por aí a chorar, pois não será a dor que a irá trazer-te de volta. Quando não podes ter tudo o que AMAS, ama tudo o que tens. E neste momento tudo o que tens somos nós, por isso vem divertir-te conosco enquanto esperas por que ela solte das profundezas negras e sombrias onde está presa.

-Ela está presa? - o meu coração disparou não pela surpresa, mas pela confirmação do que há muito tempo já sabia.

- Sim ela está presa por uma cadeia que é muito dificil de abrir.

- Quem foi que a prendeu? E o que é que a mantém presa?

- O senhor dela, o Abismo Profundo. Sabes que ela não pode viver fora de água, não porque não possa respirar, mas pelo AMOR que sente por ela. Não sei se alguma vez te disseram mas a água é sua filha.

(continua)

Fiquem Bem!

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Yupii!!!


Depois de exactamente 7 looooongos meses sem mergulhar no mar, eis-me já com as guelras molhadas e com a energia vital reposta. (Não sei porquê lembrei-me agora de uma das minhas BD’s favoritas – NAMOR o principie das profundezas – talvez por também ele após ficar muito tempo sem mergulhar perder as forças).

Asneiras à parte – não ter usado Nitrox foi a maior, ter tentado calçar as barbatanas na água revelou-se também uma grande “iztupideze” – os mergulhos apenas valeram pelo regresso ao meu habitat. O ponto mais negativo no entanto foi a câmara ter decidido, tal como tinha acontecido no River em Janeiro, não colaborar, aqui fica a história.

Depois do 1º mergulho em que o flash externo pura e simplesmente não funcionou obrigando-me a tirar algumas fotos com o interno, que graças à suspensão ficaram a porcaria do costume, no 2º mergulho lá consegui convencer o malfadado flash a colaborar, quer dizer às vezes. Aí surgiu novo problema, vidro da objectiva embaciado, bolas logo agora que eu tinha conseguido convencer o estupor do flash a trabalhar, OK é só esperar uns minutos e ele desembacia. A temperatura da água estava mais baixa do que no River (Sesimbra 26 metros de profundidade) e a descer, dificultando assim o desembaciamento, por fim estava quase, já dava para fazer uns bonecos e o mergulho aproximava-se do termo, não pela falta de ar mas pelo tempo de descompressão (para os entendidos saí com o grupo de pressão T a 18 metros, já na zona cinzenta), agora é que vai ser pensei eu para com os meus velcros (para além de não ter botões no equipamento, é um pouco difícil de falar debaixo de água), puro engano, pisca uma luz vermelha no ecrã avisando que a bateria tinha chegado ao fim! Mesmo com o regulador na boca desatei a dizer impropérios que fizeram corar um polvo que por ali andava. Ainda assim tirei uma foto à âncora da Ponta da Piedade que ficou o nojo que estão a ver devido à falta de energia para o flash.

Mas valeu por ter matado as saudades, já foram muito bons só por isso. Outra coisa que gostei imenso de ver foi a quantidade de gorgónias que forma verdadeiros jardins submarinos e que segundo um dos meus companheiros de mergulho, acabado de chegar do mar vermelho (que inveja) só mesmo lá é que se vêm em maiores quantidades.

Outra consideração que aqui queria deixar é sobre as alterações climáticas. Elas estão mesmo aí, como se não bastasse tudo o que vemos nos telejornais e sentimos na própria pele, no fundo do mar são notórias. E aqui é que reside o maior problema, pois como é do conhecimento geral são os oceanos que servem de reguladores atmosféricos e são eles os principais responsáveis pelo clima terrestre.

Ao contrário do ar cujas condições são muito mais voláteis, no mar as alterações tentem a ocorrer mais lentamente mas nestes últimos anos têm sido bastante grandes, começando pela temperatura da água que ontem era muito baixa tendo em consideração que estamos no Algarve e é Agosto, eu tiritava de frio como nunca a uma profundidadezinha de 16 metros, com um fato semiseco de 6,5 mm, o mesmo que uso para ir ao River a 30 metros de profundidade em Sesimbra! Depois o facto de apesar do vento estar de Noroeste há vários dias a água estar extremamente turva. Para quem não conhece o mar por estas bandas pode não achar nada de especial mas para quem como eu mergulha aqui há quase 30 anos, não deixa de ficar surpreendido com isto. Com estas condições de tempo o mar devia estar com uma visibilidade de 20 metros ou mais em vez de 3 a 5 metros que apanhei ontem.

Já argumentaram comigo que o vento tem tido “saltos” e que não tem sido constante. Até concordo, mas em primeiro lugar esses “saltos” são estranhos, em segundo com esses saltos a água não devia estar tão fria e por fim pergunto se esses “saltos” não serão a consequência do estado do mar?

Por isto volto a apelar que assinem a petição aqui ao lado da “Inconvenient Truth” pois sendo uma iniciativa ecológica que tem como mentor alguém como Al Gore (ex-vice presidente dos EUA, e considerado neste momento como o mais provável próximo presidente) será talvez a que maiores probabilidades tem de ter êxito, para além de que tratando-se de um presidenciavel da nação mais poluidora do planeta só por si terá todo o sentido que todos a apoiem e que tornem deste modo a questão ambiental como o principal ponto em discussão nas próximas eleições americanas.

Não há tempo a perder, as alterações climáticas são irreversíveis, tudo o que podemos neste momento fazer é torná-las mais suaves e menos bruscas, mas é fundamental que o façamos pois a outra opção poderá levar à extinção da raça humana ou mesmo de todos os mamíferos, lembrem-se do que aconteceu com os Dinossauros, criaturas muito mais resistentes do que nós e que foram exterminadas em poucos anos pela alteração do clima do planeta!


Fiquem Bem!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Férias.



Antigamente via-se a baía daqui. Ali à esquerda da palmeira.

Lembro-me da guerra que foi para autorizarem transformar um sotão num andar. Era uma questão de poucos cm. Depois, como cogumelos, surgiram prédios de 3, 4 e mesmo 5 andares!

Mas agora estou de férias e amanhã vou mergulhar! Nem sei se conseguirei dormir depois de meses a seco, vou molhar as guelras!

Tentei publicar esta mensagem por mms e o resultado foi catastrófico. Isto de estar de férias sem internet de banda larga às vezes dá nisto.

Fiquem Bem!

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Cansaços

Criei um novo nick, quer dizer é o mesmo só acrescentei 2. Era uma conta que criei no serviço e para testar algumas soluções menos ordodoxas na net e que resolvi adaptar para escrever 1 ou 2 linhas sempre que necessito de me afastar de um problema para o rever sob outro prisma.

Muitos de vocês devem estar a interrogar-se sobre esta história do prisma, eu explico: quando chego a uma situação que sinto muita resistencia ao avanço, utilizo a mesma técnica que no TT, quando atascamos é sair de marcha atrás. E muitas vezes para "limpar" a mente das equações que me levaram ao "atascanso", distraio-me com outras coisas, antes de tentar nova aproximação ao problema.

Assim aproveito esses "reset" para ir escrevendo ou comentando nos blogs. Não se tem notado nada. Pois não o trabalho não tem deixado muito tempo para "resets". Até porque as tão desejadas férias estão quase à porta. Só faltam 7 horas de trabalho!

Fiquem Bem!

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Karting

Este Sábado armei-me em Schumacher e pela primeira vez pilotei um Kart (na foto sou o que estou mais do lado de fora da curva).

Aquilo não é pera doce, em primeiro lugar a surpresa de ter a direcção mais pesada que já vi num veiculo, não imaginam (aqueles que nunca conduziram um) a combinação dos pneus "slick" com uma direcção super-directa a isso obriga. Depois a velocidade que se consegue atingir em curva é alucinante. Os pontos negativos são a pouca potencia do motor (que associada ao meu peso) fazia com que o "bicho" quase não saisse das curvas.

De facto era frustrante ver os outros recuperarem o que, à custa de grande sacrifício, lhes ganhava nas curvas, à saída das mesmas e na recta da meta. É que mais 15 Kg que a concorrência faziam uma diferença do caraças. Numa próxima experiência vou insistir para ir-mos nos 250 cc em vez dos 125 cc em que andamos desta vez, é que a maior potencia nivela mais as coisas em termos peso.

Para conseguir acompanhar os outros e não perder muito tempo na aceleração tive de adoptar um estilo de condução mais agressivo, com trajectórias mais abertas e logo maior aceleração lateral e maiores riscos. O resultado foram várias saídas de pista, alguns piões e loooongas atravessadelas, mais num estilo de rali do que de pista. Também sou um gajo mais de TT do que de asfalto e daí a minha propensão para ir para fora deste.

Agora quero desforrar-me da volta de avanço que levei dos primeiros (terminei em 7º, depois de ter feito o 6º tempo nos treinos - não estejam para aí a pensar que eram 7 porque eram 14), já estou a planear a vingança - Kartcross em modalidade TT!

O resultado final foram dores no corpinho todo, depois do picnic (a corrida foi de manhã) voltamos para casa e depois é que foram elas. Nem consegui ir ao computador este fim-de-semana. As dores nos braços, costas e pernas eram tantas (ainda agora, quase 48 horas depois da aventura com um banho turco pelo meio, a coisa não está 100%). Aquilo parece uma brincadeira, parece que não custa nada, parecem levezinhos; mas qual quê, moem e moem bem.

Mas adorei, não fosse o preço 35,5 € e tinham ali um cliente todas as semanas, garanto-vos que ao fim de 2-3 meses os tais 15 Kg de lastro iam à vida, só não sei se o meu ortopedista amanhã não me dará um valente puxão de orelhas.

Fiquem Bem!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Portugali Olei!



Este fim-de-semana estive de serviço à protecção civil. No Sábado fui apenas ao inicio e fim da operação, o camarada que estava de serviço era maçarico e achei que devia enquadrá-lo para que ele melhor se adaptasse. No Domingo foi todo o dia.

Foi um dia sem grande história, para além de um miúdo numa motorizada sem licença a circular numa zona proibida, e que lhe preguei um susto que ele não voltou a aparecer, houve uma outra situação deveras complicada.

No meio do mato avistamos uma coluna de fumo bem densa. Era estranho pois o tempo não estava nada de jeito, mas lá fomos a alta velocidade para descobrirmos um terreno vedado com uma barraca bem no meio do arvoredo e cujo o dono estava alegremente a queimar montes de entulho diverso ao pé da porta, mesmo junto ao mato. Esse entulho era composto de madeiras e plásticos e o calor que provocava sentia-se a mais de 30 metros. Instado sobre a situação o dono da barraca desatou numa chuva de impropérios, que a câmara não fazia nada e, incrivelmente, dispara esta pérola: "Passam a vida a fazer fogos à noite aqui na mata, da próxima vez chamo os Bombeiros"!

Fiquei sem palavras! Incrédulo perante tamanha parvoíce, não fui capaz de reagir durante largos segundos, apenas consegui dizer algo do género: "Já devia era ter telefonado sempre que isso acontecesse". Qualquer que fosse o prisma pelo qual olhasse para esta situação só conseguia ver a palavra "ESTUPIDEZ"; é que caso fosse mentira, era estúpido dar essa desculpa, sendo verdade era estúpido que alguém visse fogueiras no meio da mata em plena época de fogos e não alertasse imediatamente as autoridades, ainda mais estúpido pois estava em causa a sua vida e os seus pertences.

A cereja no topo do bolo era que à porta da barraca estava estacionado um VW Passat pertença do dito cujo!

Chegando a casa e vendo o resultado das eleições de Lisboa, não me surpreendeu que o candidato que mentiu, descaradamente, na 2ª feira para ser desmascarado na 3ª tivesse ganho as eleições, ficando em 2º o candidato que arrastou para toda esta confusão a câmara e que é suspeito de corrupção, em cuja lista constam os nomes de outros suspeitos e que tinha a campanha mais cara, sem que se conseguisse perceber de onde vinha tanto dinheiro para gastar em propaganda.

PORTUGALI OLEI!

Fiquem Bem!

segunda-feira, 9 de julho de 2007

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Ando totalmente desinspirado, sem qualquer vontade de escrever. A única coisa que realmente me apetece é sentar-me diante da tv e ver um filme, assim ao estilo do Kill Bill.

Lembram-se daqueles carrosseis que subiam e desciam, assim está a minha vida tão depressa está lá em cima como cai vertiginosamente. Tão depressa sou elogiado pelos meus pares, como aparecem meia dúzia de zés-ninguém a me cruxificar.

Já devia estar habituado, pois tem sido uma constante, sendo o caso mais emblemático o que me aconteceu quando estive na Escola Prática de Cavalaria, se por um lado o, na altura, Major Salgueiro Maia me recomendava para louvores, por outro um imbecil de um capitão balofo que atendia pelo nome de Caldeira perseguia-me e tudo fazia para me amesquinhar, pois tendo tido a melhor nota no curso espetou comigo na secretaria sem nada para fazer.

O homem ficou com tanta raiva quando o Salgueiro Maia lhe entregou a recomendação para um louvor que me condenou a 5 dias de detenção porque alguém me tinha visto a cofraternizar com os meus soldados fora do quartel. Acontece que era precisamente pela forma como me relacionava com os soldados, juntamente com o espirito de Comando adquirido na recruta que fiz nessa força, que eu marcava a diferença que tanto entusiasmou o homem que derrubou 48 de ditadura.

Vou acabar por aqui, pedindo desculpas a quem costumo visitar mas, como cantavam os Rádio Macau: -Há dias assim, dias de alma vaga!
O problema é que já são dias a mais.

Fiquem Bem!

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Já cá Cantam


Hoje tive uma reunião que durou até depois da hora de almoço. Comi rápidamente qualquer coisa e depois ao deslocar-me para o meu serviço passei por uma agência do Barclays e pensei: nem é tarde, nem é cedo, é já agora! Prontes! Já cá estão!

E já só faltam 89 dias para o grande evento!

Fiquem Bem!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Livros


O nosso amigo Afonso deixou-me um desafio, listar os últimos 5 livros lidos. Este desafio é algo interessante pois faz-nos pensar no tempo que (não) dedicamos à leitura, pelo menos com um caracter unicamente cultural/lúdico.


O balanço que fiz foi um pouco trágico pois emprego, volutariado para a Protecção Civil, Associação de Comandos, familia, mergulho, etc. são uma dose letal quando nos sentamos no sofá e abrimos um livro, é tiro e queda, desato a ler para dentro num instante.


Mas mesmo assim fiz uma lista, que afinal até acabou por dar mais trabalho do que esperava pois como estou sempre com vários livros encetados e releio alguns amiude, cria-se alguma entropia quando quero traçar uma linha cronológica.


Acho que livros técnicos não contam, pois ando sempre com estes dois debaixo do braço:


  • Web Design de Bruno Fiqueiredo

  • Dreamweaver MX / Fireworks MX de Christian Crumlish

BD também não vale? Lá tenho de excluir os livros dos X-Men.


Assim restam-me:



  1. Casino Royale de Ian Flemming (excelente para quem gosta de espionagem, talvez o melhor livro de Bond e que deu a melhor adaptação para cinema dentro deste género).

  2. O Livro das Religiões de Jostein Gaarder (ainda não acabei de ler este livro em que o autor de "O Mundo de Sofia" traça um resumo sobre as principais religiões do mundo - acho que foca em demasia a Cristã comparativamente às outras).

  3. I CHING (nunca o paro de ler e reler, o 1º livro do mundo e também o livro mais lido de todos os tempos).

  4. Dive in Style de Tim Simond (definitivamente o melhor guia de mergulho de sempre).

  5. O Dicionário do Diabo de Ambrose Bierce e Compêndio Geral das Leis de Murphy (estes dois já foram alvo de comentários uns posts abaixo).

Agora os "felizes" contemplados:

  • todos os que lerem este post, podem até nem escrever no blog, mas pelo menos pensem quais foram os últimos 5 livros que leram e há quanto tempo.


Fiquem Bem!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Desastre

Foi preciso mais de 20 anos de trabalho para cometer um erro realmente grave!

Recuperar um desastre que aconteceu há 3 semanas sem que tenha dado por isso, significa que os backup's já eram. O problema é que os dados não estão em mais parte nenhuma e ainda por cima nesta fase tenho de calcular juros vencidos etc.
Ontem e antes de ontem estive a tentar recuperar o ficheiro maior (e também o mais fácil, pois não tem juros) acabei por conseguir, hoje é que tem sido pior pois recalcular juros à data do aciente está a ser bastante complicado.

Estou a trabalhar neste momento, estou a correr um programa de recuperação dos dados que demora um tempinho por isso dá para ir escrevendo, estou piurso, como podem calcular, feriado em Lisboa um tempinho bom para dar um salto à praia e eu aqui sózinho a trabalhar.


Olha acabou...

Fiquem Bem!

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Força amigo Adriano



Caro amigo Adriano,
Não sei se lerás estas linhas, também não é essa a minha única intenção. Escrevo para ti, mas escrevo também para mim, como catarse. Escrevo para todos, pois a dor é Universal e sei que infelizmente muitos outros seres humanos sofrem como tu, menos que tu, pois mais é muito difícil.
Perder um filho semanas antes de nascer, talvez seja a mais dura prova que a natureza pode colocar a um ser humano, sei que vais precisar de muita coisa e sinto que tenho tão pouco para te dar - amizade, suporte, camaradagem, parecem pequenos seixos no fundo de um lago, mas também sei que muitos outros seixos colocados por todos os que contigo conviveram cobrirão todo o fundo desse lago dando-lhe outro esplendor.
A tua simpatia, amizade e camaradagem cedo cativaram o reconhecimento de todos nós que contigo ombreamos na tarefa de prevenir os incêndios florestais em Almada, essa amizade e camaradagem transbordou da nobre tarefa que fez cruzar os nossos caminhos, para vertentes mais lúdicas de passeios TT, depressa nos entrosamos e te vimos como um dos nossos, como um Camarada.

Hoje falei contigo dei-te os meus pêsames e mais profundos sentimentos, senti-me impotente e minúsculo perante tamanha dor, senti raiva, senti tristeza, senti que ninguém merece isso e tu ainda menos. Não imagino, apenas tenho uma pálida ideia. Não posso por isso dizer que sei o que estás a passar, pois mentiria. Disse apenas que podes contar comigo e com os meus, e podes.
De facto eu, a minha mulher e os Camaradas da Associação estarão sempre prontos a apoiar-te e à tua esposa neste particularmente difícil momento que atravessam, e podes ter a certeza que poderás sempre contar connosco.

Um grande abraço Camarada Adriano!

Fim das Férias

Hoje, ontem, a Associação de Comandos foi agraciada com a ordem do Infante. Amanhã, hoje, vou estar presente numa conferencia de imprensa, representando a delegação de Almada da AC, acerca da Operação Floresta Segura, Floresta Verde 2007!

Hoje queria escrever um texto maior, deixar aqui uma mensagem, uma foto, uma música; mas ao viajar pelos comentários que tinha no post anterior perdi-me no espaço e no tempo.

E o meu Max não pára de ladrar! Daqui a pouco os outros 4 juntam-se a fazer coro, não é que a vizinhança acorde pois está muito longe daqui mas chateia...

Fiquem Bem!