sábado, 19 de dezembro de 2020

Ao Longe o Mar - Madredeus


Não sei bem porquê, mas hoje lembrei-me de Pedro Ayres de Magalhães, um dos melhores músicos portugueses de sempre, embora não sendo por isso suficientemente reconhecido.

Desde o projecto dos Heróis do Mar, pelo qual quase que foi crucificado, até ao amplamente aplaudido Madredeus, sempre admirei a sua música, simplesmente maravilhosa.

Fiquem bem no Lado Escuro da Lua!

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

És o Amor da minha vida



 És o Amor minha vida
Quando vens caminhando
O meu coração pára de bater
Fico assim nem respirando

És o Amor da minha vida
A tua voz me entontece
É uma melodia que encanta
Uma música que me entorpece

És o Amor da minha vida
Nunca nos iremos separar
O nosso Amor é invencível
Completamente impossível de parar

És o Amor da minha vida
Só ao teu lado estou bem
A tua presença é um colírio
Estar longe de ti só merece desdém



Fiquem bem no lado escuro da Lua.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

I'll take care of you

Comecei a ouvir esta música e como sempre fiquei hipnotizado. A voz poderosa de Beth Hart e a mestria de Joe Bonamassa na viola, pontificam nesta belíssima melodia.

Sem mais comentários





Fiquem bem no lado escuro da Lua.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

De regresso...


Não sou de fazer planos, toda a minha vida tenho andado ao sabor dos ventos e das correntes. Claro que tomo opções: umas vezes vou à bolina, noutros faço um bordo, noutras ainda vou à pôpa, que viro a bombordo, a estibordo, que ora viro em roda, ora cambo.

Mas no fim o destino não interessa, o importante é a viagem. Que é como quem diz: Não há um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.

Voltar ao pé do Mar, acordar ao lado da Mulher que amo e contemplar as ondas a rebentarem na areia, fizeram despertar de novo em mim a vontade de vir aqui.

Já havia mais de um ano que não estava assim perto Dele, sem pressas, sem afazeres, sem um calendário a cumprir. Sinto-me rejuvenecido, renascido, sinto-me como um veleiro vogando vorazmente pelas cristas das ondas.

Estou de novo a escrever, o Paisagens ficou parado, incompleto, enquanto atravessava a Europa, de Oeste para Leste, de Sul para Norte. Talvez agora o possa continuar, talvez agora o possa terminar, por certo mais enriquecido, afinal a viagem que começou em Portimão em direcção ao Norte, que sulcou o Mediterrâneo até Itália, que visitou o deserto e cruzou o Atlântico na rota de Cristóvão Colombo, vai continuar a expandir-se: Lille, Bucareste, Copenhaga, Munique, Viena, Constança e o Mar Negro.

Fica aqui então a música do dia:



Fiquem bem no lado escuro da Lua.

domingo, 28 de maio de 2017

Mais uma vitória para a equipa das Quinas

Distraí-me e não liguei o cabo de energia ao PC, quando acabou a bateria isto apagou mas com estilhaços!

Fiquei sem capacidade de usar o explorador de ficheiros, depois de alguma investigação concluí que o serviço Windows Search estava desactivado. Acabei por localizar o problema e reconstruir o índice e... Voilá! Está aqui a 100%.

Fiquem bem no lado escuro da lua.

domingo, 14 de maio de 2017

Alergia

Ontem foi uma noite de alegria, hoje está a ser de alergia.

Isso tira-me a inspiração para escrever.

As vendas do "Wet Side of the Moon" estão a decorrer bem.

Já tenho mais de metade do "Paisagens" escrito.

O segundo livro "Isto sempre foi assim" está praticamente pronto para publicar, tenho apenas de o rever e corrigir uma ou outra coisa.

Ainda estou a dissolver os restos da festa de ontem - uma boa cerveja, um excelente whisky e um charuto Dominicano muito bom, isto para não falar da Raia de Alhada que estava divinal.

Mas estive aqui vários minutos a olhar para o ecrã e só me passa isto na cabeça.

Até amanhã.

Fiquem bem no lado escuro da lua.

sábado, 4 de março de 2017

Meco


Olha à tua volta, irás ver algo fantástico
Olha à tua volta, vais ficar surpreendido
Olha à tua volta, tira as vendas que usas
Olha à tua volta, liberta a tua mente

Sente os cheiros que envolvem a paisagem
A maresia que é arrastada pelo vento
O odor da areia húmida que se eleva
O cheiro das ervas que se propaga

VIVE!
LIBERTA-TE!
VOA!
MERGULHA!

Todos os dias há um pôr-do-sol
Todos os dias há algo para contemplar
Todos os dias há vida para além dessa vida
Todos os dias o mundo gira sobre si

Deixa-te pairar sobre o mundo
Flutua para além da prisão do dia-a-dia
Foge do quotidiano, essa grilheta da mente
Esquece tudo o que pensas que sabes e VIVE!

Não há um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.



Fiquem bem no lado escuro da Lua.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A minha página de autor na AMAZON


A partir de hoje tenho uma página de autor na AMAZON. (ver aqui)

De facto a AMAZON é uma empresa fantástica e presta um serviço inestimável a todos os que querem iniciar-se no mundo da escrita, mas também a autores já reconhecidos.

Não é preciso ser-se uma celebridade para poder publicar, não é preciso conteúdos escandalosos ou polémicos, basta escrever e a AMAZON com simplicidade, rapidez e pouca burocracia (para não dizer nenhuma) publica-nos os nossos livros.

Fiquem bem no lado escuro da lua.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

The Wet Side of the Moon

Já está à venda na Amazon o meu primeiro livro - The Wet Side of the Moon.

Inicialmente será apenas em formato Kindle, estou neste momento a ultimar a edição em papel.

Excerto da primeira história:
A melhor viagem da minha vidaMúsica: Sailing - Rod Steward
Foi no dia 20/08/1994, partimos de Lisboa pela madrugada para aproveitar a maré, eram 06:00 lá estávamos a bordo do Magali o meu pequeno veleiro de 7,50m construído em 1942.
A primeira parte da viagem decorreu a motor, pois o vento era praticamente nulo. Toc, toc, toc - tossia velho Volvo Penta de 1 cilindro, apesar de ser mais recente que a embarcação ostentava com orgulho a data de fabrico 1950. (...)
O preço da versão Kindle será de apenas 2,00 €, a versão em papel já está on-line poderá comprá-la por 10,00 €.

O preço foi colocado na loja está em Dólares, pois não existe loja directa em Portugal.

Aqui está o link da minha página da AMAZON.

Fiquem bem no lado escuro da lua.

terça-feira, 3 de maio de 2016

China

De novo sentado no canto da aparelhagem com os auscultadores, de novo aquele programa fantástico... Começo por ouvir um trovejar, depois relâmpagos saltam de um ouvido para o outro, começam a soar uns acordes pesados com forte influência oriental e por fim om gongo. Bruscamente a música abranda e acalma... depois surge uma melodia, uma das mais belas que jamais tinha ouvido, o tom apoteótico vai crescendo até ao fim da música.

Começa assim Chung Kuo, a primeira música do album China de Vangelis, outra das apresentações daquele maravilhoso programa que falei no post anterior. Sem interrupção segue-se The Long March um solo de piano espectacular, The Dragon traz-nos uma sonoridade mais oriental, quase dá para imaginarmos a dança do dragão nas ruas de Xangai ou Pequim, os ritmos das músicas vão se encadeando ora mais rápidos ora mais lentos, ora mais Yang ora mais Yin, The Plum Blossom combina na perfeição um violino com cores sonoras vindas da China. The Tao of Love introduz-nos uma Pipa (guitarra típica chinesa), sempre na companhia dos sintetizadores, The little Fete inicia com uma flauta, e conta-nos uma história chinesa numa voz com forte pronúncia.

Yin and Yang aqui a sonoridade é definitiva e inequivocamente oriental, só após alguns minutos os sintetizadores repartem o protagonismo. Ao ouvir a envolvência sonora de Himalaya transmite-nos a sensação de neve, grandiosidade e enigma, juro que consigo-me imaginar lá nos Himalaias sempre que ouço esta música. Summit conduz-nos ao pico, dali conseguimos contemplar o mundo, ali o tempo pára, lá em baixo as nuvens deslizam placidamente.

Foi o meu primeiro contacto com a cultura oriental, embora pela mão de um grego, um contacto que acabou por ser decisivo no resto da minha vida influenciando a minha maneira de ser e ver o mundo, a minha religião, a minha filosofia. Ao longo dos anos fui-me embrenhando cada vez mais a Oriente estudei medicina tradicional chinesa, pratiquei Yoga e Tai Chi, segui a filosofia do Tao Te Ching e do I Ching, para além de seguir os ensinamentos Budistas.

Acho que tal como no disco China, também acabei por mesclar o Ocidente e o Oriente, absorvendo e misturando ideias e conceitos. Daí essa obra ter tido uma importância capital no desenvolvimento da pessoa que sou hoje.

Há momentos que mudam por completo a vida de uma pessoa, não imediatamente, mas tal como uma semente que cai na terra e fica ali dormente, desenvolvendo-se lentamente até desabrochar vindo a tornar-se numa árvore majestosa.

E ainda não me consegui lembrar do nome do program de rádio...

Fiquem bem no lado escuro da lua.





quarta-feira, 6 de abril de 2016

5 anos depois entre Portimão e Lagos


Já tinham decorrido 5 anos desde a minha última estadia no Algarve, eram 6 da manhã, os primeiros raios de sol chamaram-me, sob um céu polvilhado de nuvens, o mar estava estanhado numa calmaria acompanhada pelo silencio quase absoluto de uma manhã perfeita, apenas cortado pelo esporádico canto dos pássaros.

O sol elevando-se do mar vai furando as nuvens e fazendo os seus suaves raios aquecer-me a pele despida, arrepiada pela fresca brisa matinal. Não passa ninguém na rua, nem vivalma, a hora tinha acabado de avançar para o horário de Verão e poucos se tinham adaptado.

Uma melodia veio-me à cabeça:


Não há um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.




Fiquem bem no lado escuro da Lua.

segunda-feira, 21 de março de 2016

O Sonho da Tangerina


Era uma noite de Março ou Abril de 1979, como era habitual enquanto a restante família ficava a ver o programa da noite do 1º Canal da RTP (o único canal que se conseguia ver em Lagos nessa altura), eu estava sentado num canto da sala, junto à aparelhagem AIWA, tinha recebido como prenda de aniversário uns auscultadores e as minhas soirés eram passadas a ouvir a rádio - A rádio comercial FM estéreo.

À noite passava um programa (não me recordo o nome) onde tocavam discos na integra, quase sempre de Rock Progressivo, que não perdia por nada. Naquela noite o locutor anunciou o álbum Force Majeure dos Tangerine Dream.

Os acordes iniciais fantasmagóricos captaram-me imediatamente a atenção, bips cortavam um fundo musical denso, pesado, todo à base de sintetizadores, que deambulava de um ouvido para o outro... uma viola baixo ressoa compassadamente, depois um piano faz-se ouvir e a melodia explode numa cascata de sintetizadores, sequencers que vão alternado ritmos, com uma viola eléctrica e depois duas a desenhar acordes surreais.

Fiquei em êxtase, a música atinge novo andamento agora as violas, fazem a base para um sintetizador lançar-nos como que numa corrida, faz-se ouvir uma bateria, a música acelera até um anticlimax cortado pelo som de um comboio - pouca terra, pouca terra. Entramos numa espécie de ciclone sonoro, o vento sopra acompanhando a viola eléctrica.

Um gongo marca novo andamento, com um sintetizador que lembra as gotas de água de uma chuva primaveril, preparando a entrada para a parte mais mística e melodiosa da música, apenas com sintetizadores somos embalados até um novo andamento, mais mecânico, mais opressivo, mas igualmente belo, que nos catapulta para um final pesado.

Estava esmagado pela primeira música, depois uma viola acústica sobrepõe-se a um sintetizador marcando os primeiros acordes de Cloudburst Flight transitando para um sintetizador que nos eleva para além das nuvens, começando uma viagem vertiginosa por um universo musical como transportados por um foguetão lunar. A viola eléctrica amplifica a sensação de uma tempestade contra a qual chocamos à velocidade do som.

Thru Metamorphic Rocks, rodopiamos num remoinho que nos puxa inexoravelmente para o fundo de um oceano de sons. De repente o sol rompe no meio das nuvens transportado por uma viola, estamos de volta à superfície, exaustos, contemplamos o céu, quando de repente aparecem nuvens escuras! Relâmpagos riscam os céus, os mares agitam-se, as ondas começam a rebentar à nossa volta, ouvem-se trombetas, o oceano de som continua agitado, sentimos a força das pesadas ondas de som que explodem contra nós, fantasmas gemem à nossa volta, a tormenta continua mais pesada, mais pesada ainda, os gemidos aumentam de intensidade.

Estamos exaustos mas não conseguimos desligar, a música está no clímax, a qualquer momento parece que a nau onde enfrentamos a fúria desta tempestade musical vai desintegrar-se, por fim afasta-se... lentamente afasta-se deixando-nos respirar... por fim o silêncio, um longo silêncio de 5 segundos que parecem anos...

As memórias terminam aqui, apenas mais uma, no dia seguinte na loja Disco de Ouro - aguardo com ansiedade que o pai da Marisa me traga o vinil, nem peço para ouvir como sempre fazia. Agarro-o firmemente e corro para casa. Durante dias ouvi-o e voltei a ouvi-lo. Ainda hoje sinto um arrepio e termino a sua audição quase exausto.

Fiquem bem no lado escuro da lua.





quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

10.000 anos depois entre Vénus e Marte


Rebuscando no baú, venho a verificar que cometi um verdadeiro pecado. Ainda não me referi a este magnífico álbum, como sou um pouco presunçoso, chamo-lhe o melhor que já foi feito em Portugal.

Pouca gente imagina José Cid a tocar Rock Progressivo, a "atacar" os sintetizadores como poucos, ouvir nas suas músicas longos solos de viola eléctrica, letras de ficção cientifica e vê-lo associado a Mike Sergent não tão é improvável como com Ramon Galarza e Zé Nabo. No entanto em 1978 editou um disco com todos estes ingredientes - 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte.

José Cid, um dos músicos com a carreira mais extensa em Portugal, aparece normalmente ligado à música popular, sendo este álbum um exemplar, e que exemplar, único. A revista americana Billboard coloca-o nos 100 melhores álbuns de sempre do género. Aliás este disco passou algo despercebido em Portugal, enquanto além fronteiras obteve um sucesso e um reconhecimento ímpares na nossa música até mesmo nos dias de hoje.

Antecessor da explosão do Rock Português, foi contemporâneo dos Tantra, uma banda de Rock Progressivo portuguesa apenas conhecida por franjas minoritárias de jovens desalinhados com o main stream; um e outro acabariam por eclipsar-se na espuma de Xico Fininho e de Cavalos de Corrida.

10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte é uma Ópera Rock que conta uma história de ficção cientifica: o planeta Terra está em colapso, moribundo, levado à destruição pelos Homens, o ar fica irrespirável e o Sol invisível entre a bruma da poluição. É o caos, a humanidade morre, as cidades tornam-se em valas comuns. A esperança desapareceu, o futuro morre na apatia dos homens. No meio deste caos um casal foge para o espaço, percorrem uma longa viagem entre planetas maravilhosos e 10.000 anos depois regressam à Terra para começar do zero.

Se recuarmos a 1978 o tema poluição não estava entre as prioridades da humanidade, hoje na esteira da conferência de Paris sobre o ambiente e das alterações climáticas, esta história não poderia ser mais actual. Até neste ponto 10.000 Anos é inovador e desconcertante, como é que um músico que cantava "A Rosa que te Dei" vem-nos contar uma história tão futurista e mostrar-nos uma visão de um holocausto, com um suporte musical arrojado?

Uma última palavra para o grafismo do disco, também ele inovador, naif q.b. e que transformava a capa do disco num livro cujo texto era, nem mais nem menos, as letras das músicas.



Fiquem bem no lado escuro da lua.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Lagos

Não nasci aqui. O meu berço foi 15 Km a este, em Portimão; os meus pais "imigraram" tinha eu 1 ano. Mas hoje quando me perguntam "De onde és?" - a minha resposta é: "De Lagos."

Esta é de facto uma cidade muito especial, talvez uma das mais belas do mundo, para mim certamente a mais bela das cidades.

 O rendilhado da costa, as dezenas de pequenas praias, a majestosa meia-praia com os seus 8,5 Km de areia branca e suave, o casario baixo do centro da cidade, as ruas que serpenteiam pelas colinas acima e abaixo.

Lagos tem uma poesia única e inigualável, seja na canícula do Verão ou na chuva de Inverno.
Não é apenas a visão que é seduzida por este paraíso na Terra, o uivo do vento que sopra quase ininterruptamente, entrecortado pelo cantar das gaivotas, com o som das ondas quebrando-se na areia; o cheiro a maresia que invade cada cm2 da cidade; o sabor do sal que se deposita nos nossos lábios e a caricia do vento no rosto e cabelos, preenchem na totalidade os 5 sentidos.
 Desde o nascer ao pôr do Sol, mas também sob a Lua e as estrelas, a luz reflecte-se no mar brincando com as ondas, criando jogos com as sombras, mudando sem cessar a paisagem, fazendo com que cada momento seja único e irrepetível.

O Sol, a Lua, as estrelas e, também, as luzes da cidade, tudo contribui para a atmosfera quase mítica que se vive. 
Por fim há a história, a história dos homens que começou no paleolítico, prosseguiu pelos Celtas, Iberos, Romanos, Visigodos, Árabes, Cristãos...

Atingindo o píncaro no berço dos Descobrimentos, quando uma pequena nação teve a impertinencia de aumentar o mundo, empurrando os limites do fim do mundo para as estrelas.

Hoje tudo isto jaz violado, delapidado por algumas piranhas que sem pudor empurram o Infante para o lado, destroem a calçada que reproduzia as ondas do cabo Bojador, que aterram a mais bela praia do mundo...

Para esses vendilhões do templo, traficantes de cimento, nem mil mortes seriam castigo suficiente.

Mas a poesia continua lá, pedindo Show me the place...

Não há um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.



Fiquem bem no lado escuro da Lua.

domingo, 29 de novembro de 2015

Lucy


O que aconteceria a alguém que conseguisse controlar 100% o seu cérebro? Luc Besson dá-nos a sua visão em Lucy, quando uma jovem é transformada em correio de droga o o saco com a mesma se rompe dentro dela, provocando uma transformação no seu metabolismo.

Para além do que o filme nos transmite, muitas questões são levantadas de forma subliminar, quer por imagens, quer pela própria história. Algumas cenas transmitem situações com as quais já me deparei na realidade ou em sonhos.

Será Deus uma pessoa que alcançou esse controlo? O Nirvana, será a assumpção desse estado? Poderemos mesmo atingir a omnisciência? Não morremos? Temos uma alma? 

São muitas as interrogações que este filme nos suscita, mais do que as respostas...











Fiquem bem no lado escuro da lua.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Porto Côvo


A pequena enseada que abriga as frágeis embarcações de pesca formada pelo leito de um rio, rasga a paisagem com um traço azul a cortar o verde dos campos. Lá mais a sul o rochedo negro da ilha do Pessegueiro desafia as ondas que teimam em quebrar-se libertando nuvens espuma. A mesma teimosia que levou os homens a construir o Forte que acabava destruído pelos piratas uma e outra vez.

A beleza fascinante deste local capturou o coração de muitos Homens desde os tempos mais antigos, passeando pelos campos vêm-se vestígios de antigas culturas, Celtas, Romanos, Árabes, Cristãos, Piratas... Uns a seguir aos outros, empurrando-se, misturando-se, uns após os outros apaixonando-se por estas terras e este mar.

Abraçado à mulher que AMO, estas imagens tomaram uma dimensão ainda maior, o sabor do sal nos seus lábios turva-me os sentidos como se estivesse inebriado, o vento embala-nos, os raios de sol pousam suavemente sobre a nossa pele. Não, o nosso AMOR não é um amor ordinário...




Não há um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.


Fiquem bem no lado escuro da Lua.

domingo, 15 de novembro de 2015

O Ódio


Não vou escrever muito, apenas vou pedir emprestadas a voz e as palavras desse grande vulto da música - Leonard Cohen e o lápis de Osama Hajjaj.


Fiquem bem no lado escuro da lua.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Azul mágico


São 18:00 de uma tarde de Agosto, uma ligeira brisa vai correndo sobre a água, enrugando-a suavemente, as pequenas ondas vão-se quebrando nas rochas. Está calor, um doce calor típico dos fins de tarde estivais. 

O sol brilha nas rugas do mar, dando-lhe um tom dourado, que contrasta com os rochedos e com o azul. Lá longe, muito longe, vislumbram-se nuvens de algodão pousadas sobre a terra que se perde no horizonte.

Um odor salgado inunda o ar trazido pela brisa onshore, depositando-se nos lábios, na alma, dando sabor a um quadro que trás a banda sonora do vento cantando nos arbustos ressequidos.

Fecho os olhos e recuo 6 anos, até ao dia em que tirei esta foto, todas as emoções e sensações regressam. Uma cor preenche a minha imaginação o AZUL...





Não há um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.



Fiquem bem no lado escuro da Lua.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O meu mar


És como o mar!
Às vezes calma e terna
Às vezes tempestuosa e agreste
Mas sempre, SEMPRE LINDA

És como o mar!
Embalas-me placidamente,
Bailas, rodopias, inebrias-me,
Enroscas-te e anichas-te em mim

És como o mar!
De uma beleza única, inimitável,
O teu odor preenche-me os sentidos,
O teu sabor adoça-me a vida

És como o mar!
Indomável, forte, poderosa,
Delicada, dedicada, amiga,
Poderosa e frágil

És como o mar!
Sem ti não podia viver,
Sem ti não podia amar,
Sem ti estaria perdido

És como o mar!
Amo-te!
Adoro-te!
Quero-te para sempre!



Fiquem bem no lado escuro da lua.