Antes de ontem acordei com qualquer coisa de estranho, um frio na espinha - e se alguma coisa correr mal? E se nunca mais voltar a poder sentir a água a fluir pelas barbatanas? Este sonho/sensação deixou-me aterrado; ontem dirigi-me ao Cabana Divers com uma ideia fixa, mergulhar, só que não apareceu ninguém para além de mim e de um outro mergulhador, assim o mergulho ficou anulado.
Bolas! Mas também ficou desde já uma coisa prometida a mim próprio: se tudo correr bem vou passar uns dias nos Açores e mergulhar naquele azul infinito até o computador de mergulho me ordenar chega, se pelo contrário a mobilidade das pernas ficar afectada, então comprarei uma scooter submarina, mas nunca deixarei de mergulhar. Como digo na minha apresentação é lá no mar que gostava de morrer, é para lá que quero que os meus restos sejam deitados.
Interrompo as minhas meditações para descrever ver o que estou a presenciar na TV. Coloquei o filme Atlantis de Luc Besson, ao qual já dediquei um artigo, e estou a observar um bailado de Mantas ao som de Maria Callas. É soberbo, fantástico, parei de escrever para absorver cada instante e no fim retrocedi para o início do capítulo para rever. Fica aqui um pequeno trecho que consegui encontrar no You Tube.
Curioso, também é nos mares dos Açores que eu quero ser colocado, lá bem no fim. Vais ver que ainda nos encontramos na barriga dalgum peixe!
ResponderEliminarAbraço!
Eu acho que a cirurgia vai correr bem... não sejas pessimista. Acredita na regeneração dos oceanos que regenera os seus filhos!
ResponderEliminarMomentos de grande beleza, raros.
Abraço!