quarta-feira, 26 de setembro de 2007

The Police

Dada a hora apenas ponho aqui um aperitivo. Apenas vou dizendo que me sinto na Lua...

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Fiquem Bem!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Pôr do Sol na praia


Nada melhor do que um pôr-do-sol na praia, este foi tirado hoje. Cheguei a casa e resolvi meter a canzoada no carro e levá-los à praia. Isto de passear 5 cães é complicado, especialmente quando 2 deles ainda são cachorros.




Adoro a praia ao fim da tarde, especialmente nesta altura. Acho que nem preciso enumerar as razões, basta olhar as fotos. Não vos vou casar com prosa, são as fotos que interessam.

Fiquem Bem!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Mar e Chuva

Fonte da Telha Abril de 2006

Hoje fui invadido por um turbilhão de sentimentos contraditórios. Para começar reunião de pais do colégio da filhota, às vezes é uma seca, mas tem sempre o condão de mostrar até que ponto a mucheca (termo algarvio para miúda) está evoluida: já nos sentamos confortavelmente nas cadeiras deles, as temáticas da sala já são outras, os colegas já nos parecem muito crescidos, etc.

Também aconteceram situações desagradáveis a nível pessoal e não só, mas essas deixo-as para o escárnio. Aqui evito trazer temas desagradáveis, apesar de por vezes me ver obrigado a fazê-lo.

Chegado a casa, apeteceu-me ir até à praia. E lá fui, com os meus cães, quer dizer os 3 mais velhos, o Dudú e o Max ainda não estão suficientemente obedientes para esses longos passeios.

20 minutos de caminhada e lá estava eu com os pés descalços na areia. Não corria vento, nem um fio, o mar estava estanhado, apenas pequenas ondas vindas de uma tempestade distante rebentavam ordeiramente na areia que se esticava até longe aproveitando a baixa-mar. No ar sentia-se aquele aroma típico dos fins de tarde balneares, lá atrás sobre os pinheiros começavam-se a assomar timidamente algumas nuvens que anunciavam a proximidade de chuva, para além dos tractores dos pescadores que de resto estavam abandonados no areal, viam-se pequenos grupos de pessoas dispersos. Sentia-me quase só.

Aproximei-me do mar e deixei que a 1ª onda me lambesse ternamente os pés. Surpresa! A água estava bastante temperada, tépida mesmo, meditei por alguns segundos - Bolas! Não trouxe o fato de banho! Que se lixe! - Afasto-me umas centenas de metros dos veraneantes mais próximos e aqui vou eu. Entrei sem qualquer hesitação, a água estava mesmo um caldo. Fiquei por ali nadando, apanhando boleias nas ondas, observando a luz do sol poente deslizando na minha direcção ou simplesmente deixando-me absorver pela comunhão total com aquele quadro de uma beleza imensa. O tempo, esse carrasco impiedoso, continuou a sua marcha e verifiquei que eram 19:30. Está no momento de regressar.

Saí contrariado daquele mar de prata e com alguma relutância comecei-me a vestir. A viagem de regresso a casa começou com a constatação que as nuvens que prometiam chuva tinham perdido todo o pudor e agora apresentavam-se completamente desinibidas. Pensei se a minha nudez não teria contribuido para essa emancipação. Não creio, mas acredito piamente que serei contemplado com um duche antes de conseguir chegar ao meu chuveiro.

O inevitável aconteceu, a chuva começa a cair, mas longe de ser algo de desagradável, veio dar um novo colorido ao quadro de sons, imagens e cheiros que se tinha composto neste magnífico fim de tarde. Estava precisamente a atravessar a Mata dos Medos, em pleno pinhal, quando recebi este brinde. Não sei se algum de vós já passeou no meio de um pinhal à chuva; os cheiros da terra molhada, da resina, da madeira húmida, das agulhas dos pinheiros e das pinhas banhadas pelas gotas da chuva; o verde das folhas ressalta com o brilho da água, o castanho da areia e da caruma toma um tom ocre. O pinhal adquire um ar mágico.

Deixo aqui uma das músicas que tenho estado a ouvir enquanto redigi estas linhas:



Fiquem Bem!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Vejam se descobrem!

Vejam lá se descobrem de quem é o excerto desta música.

Posso dar algumas pistas: Ano 1978, é de um artista português, o disco conta a história do fim do planeta terra, da fuga para o espaço de um casal e seu posterior regresso, 10.000 anos depois, para o repovoar.

OK! Dou uma enorme ajuda o nome do álbum é "10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte". E ainda dou de bónus que 2 dos músicos de suporte são o Ramon Gallarza e o Zé Nabo.

Não! Não é do Rui Veloso!





Fiquem Bem!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Basic

Não! Não é a linguagem de programação que foi vulgarizada com ZX Spectrum. Lembram-se dele? aquela caixinha preta com teclas de borracha que se ligava ao televisor.

As horas perdidas a carregar os jogos a partir de cassetes de audio, no meu caso as horas a escrever programas, uns mais a atirar para o sério outros eram simplesmente jogos. Foi o meu 1º computador (apesar de já trabalhar com mainframes).

Bem mas o assunto é outro: Basic é o filme que estou a (re)ver, ou melhor comecei ontem só que adormeci e vou recomeçar hoje.

No papel principal John Travolta - tenho de admitir que nutro uma certa admiração por este actor. Depois de um início de carreira a atirar para o canastrão, andou em filmes de low-profile, fez uma ou outra aparição mais conseguida - estou a lembrar-me de "Blow Out" e da série "Olha quem fala" - para renascer com uma dimensão totalmente diferente em "Pulp Fiction" onde contracenou com Samuel L. Jackson, com quem também contracena neste filme.

É a história da investigação de uma série de homicídios ocorridos durante uma missão de treino de Rangers no Panamá, devido à complexidade do crime o comandante da base convida Hardy (Travolta) ,
um ex-Ranger, policia da DEA que está suspenso por suspeita de corrupção, para ajudar Osborne (Connie Nielsen), a policia militar, a interrogar os únicos sobreviventes, a estes juntam-se outras personagens, cada uma contando uma versão diferente da história. O clima opressivo é acentuado pela presença iminente de um furacão.

Um filme com sinal mais.

Fiquem Bem!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Outro que tirei do baú

Sábado, Abril 29, 2006

FREE LOVE


Hoje esteve um maravilhoso dia de primavera, de manhã, como habitualmente, passei junto à Costa da Caparica a caminho de Lisboa. O mar estava sereno com uma pequena ondulação que começava a rebentar longe e estendia os seus dedos brancos longamente até à areia.
-Dark! - exclamou ele assim que me viu - uma das minhas sereias quer falar contigo.
Finalmente vou puder falar com uma sereia, pensei com o coração a bater descompaçadamente. - Sim, claro, vou já aí ter - disse-lhe com uma tremura de excitação mal disfarçada na voz.
Sentei-me a comer qualquer coisa enquanto esperava por ela - Olá! És tu o Dark - fiquei petrificado, o meu coração parou de bater - o mar disse-me que estavas aqui e ele tem falado tanto de ti que te quiz conhecer.
Não consegui dizer uma palavra, na minha frente estava o mais belo ser do Universo, os seus cabelos eram areia do fundo do Oceano Indico e os seus olhos eram dois pedaços do mar das caraíbas, o seu corpo era moldado pelas ondas do pacífico sul.
- Senta-te, vou buscar-te um café - disse-lhe recuperando o folgo. Voltei a sentar-me junto dela e ali fiquei conversando durante horas e horas. A sua voz tinha a melodia das ondas rebentando suavemente numa praia a pôr-do-sol, o seu perfume era salgado como a maresia. Por fim ela disse -Tenho de me ir embora, de voltar para o meu mundo.
-Não! - implorei-lhe - Não vás! Fica comigo!
-Como gostava - respondeu-me mas o meu mundo é lá embaixo de água e o teu cá em cima, em terra - Senti-me o mais triste dos homens e gritei-lhe - Eu AMO-TE não te vás, quero ficar contigo para sempre!
- Eu também te AMO mas o meu lugar é no fundo do Oceano e o teu aqui sobre a terra. - retorquiu-me com uma lágrima no canto dos olhos.
- Se me AMAS porquê que vais? O que há de mais importante do que o AMOR? - perguntei-lhe desesperado.
- Sabes que nem eu posso viver aqui nem tu lá embaixo. Eu AMO-TE mas o meu lugar é lá.
Ela afastou-se, e eu fiquei a vê-la descer até desaparecer da minha vista. Fiquei ali olhando para o mar. Este ao ver a minha dor veio por um braço sobre os meus ombros - Olha filho, de facto vocês não podem estar juntos, mas podes sempre ir visitá-la quando mergulhares, mas sabes bem que tens de voltar à superfície, outras vezes ela poderá vir ter contigo, mas ao fim de algum tempo terá de voltar para o fundo do oceano.
- O que há de mais importante do que o AMOR - perguntei de novo.
- Mas tu morrerás se te acabar o ar das garrafas. O AMOR é o mais importante da vida, mas se ficas lá embaixo acabas por perdê-la.
- É, só me resta ficar com ela enquanto durarem as garrafas, pelo menos até criar guelras. Sim eu vou criar guelras, ou então morrerei afogado. De uma maneira ou de outra ficarei com ela para sempre.
- És doido, - replicou-me o mar - completamente doido.
- O AMOR nada tem a ver com a razão, sabes. Ele não é planeado, ele não é orquestrado, ele não se constroi nem se calcula. Simplesmente brota, surge sempre que 2 almas se complementam. Por isso é que nunca é pecado AMAR.
O mar pensou por uns momentos e disse - Nada do que me dizes é novidade para mim, apenas queria ver até que ponto sabias o que era o AMOR. Sabes a maior parte dos Homens confunde AMOR com apego, constroi uma imagem da sua sereia como se ela fosse uma Mulher, e depois acaba por secá-la ao mantê-la cá em terra, outras vezes ela acaba por fugir. Temos de deixar que a natureza daquele que AMAMOS se manifeste livremente. E eu queria saber até que ponto sabias o que era o AMOR. Agora vejo que és capaz de abdicar da própria vida por AMOR, AMOR verdadeiro, agora sei que mereces ficar com ela e ela contigo. Vem, trás as garrafas, vai ter com ela e não te preocupes, na altura certa hão-de crescer-te as guelras, porque o AMOR é todo-poderoso.

AMEM livremente, sem compromissos, sem segundas intenções no Lado Escuro da Lua!


Fiquem Bem!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Agora os Genesis



Sobre os Pink Floyd, que para mim são o melhor grupo de Rock de todos os tempos, já dediquei várias páginas nomeadamente esta e esta. Para além de outras nos meus primeiros blogs. Daí que a minha 2ª página consecutiva sobre música seja dedicada a este magnífico grupo (até à saída do Peter Gabriel).

Esta música "Firth of Fifth" ainda hoje me causa arrepios, especialmente os loongos solos de flauta, piano, órgão e viola eléctrica. Este álbum, "Selling England By The Pond", e o "The Lamb Lies Down On Broadway" são a meu ver os melhores desta banda, que após a saída de Peter Gabriel ficou reduzida a uma banda comercial e ligeiramente acima da mediocridade.

Mas voltemos ao tema que enquadra este artigo. Um início com um espectacular solo de piano, depois "The path is clear" começa a cantar PG - ao mesmo tempo que viola baixo, orgão e bateria entram com a melodia, ao que se junta uma viola acústica (12 cordas?)... Silencio começa-se a ouvir acordes de viola baixo e piano... e eis que entra a flauta... sublime... segue-se o piano... celestial... depois o órgão... apoteótico, segue triunfalmente ponteado pela bateria, para finalmente entrar a viola solo, esplendorosa, fantástica, arrepiante. Quase somos transportados para outro planeta, para outras esferas. Até que lentamente somos reconduzidos à Terra pela voz de PG. "The ridle of constant change". Aterramos após uma viagem intergaláctica.

Boa viagem!

Fiquem Bem!

domingo, 2 de setembro de 2007

Músicas


Tive uma recaída em relação às músicas que marcaram a minha infância. Num daqueles momentos repentinos coloquei no CD do carro o magnífico disco dos Genesis - "Selling England By The Pond" e dei por mim a pensar em tudo o que ouvia há mais de 20 anos.


Acima de tudo gostava de vos falar dos Genesis, mas não consegui ainda encontrar a minha música favorita "Firth of Fifth" (só mencioná-la provoca-me arrepios), depois o melhor será talvez começar pelo princípio.

O princípio para mim foram os Supertramp e o álbum "Crisis? What Crisis?". (Estranhamente o titulo assenta que nem uma luva no Portugal do sec. XXI, mas isso são contas de outro rosário) O que tem este disco de especial? Hoje pouca coisa, para um miúdo de 11 anos foi o Big Bang, ainda por cima este disco foi banido lá de casa (eram um bando de barbudos de grandes gadelhas, de certeza que eram drógados). Foi uma espécie de emancipação musical precoce o grito contra os fados, o Marco Paulo, o Toni dos Santos, a Anita Guerreiro e muitos outros que assombravam os meus pavilhões auditivos.

Passados alguns anos voltei a comprar este disco (o primeiro exemplar tinha sido trocado pelo do Eurofestival da Canção - outro vómito sonoro, pela minha mãe) desta vez clandestinamente, seguiram-se os discos "Crime Of The Century", "Even In The Quietest Moments" e, sobretudo, "Wish You Were Here" dos Pink Floyd. Claro que esta colecção acabou por ser descoberta e instalou-se a preocupação se eu não seria também um drógado.

Depois de muitos atritos de muita guerra, lá me deixaram em paz com as minhas músicas seguiram-se Genesis (antes da saída de Peter Gabriel), Triunvirat, Yes, Emerson, Lake & Palmer, Tangerine Dream, Vangelis, Jean Michel Jarre, Jean Luc Ponty, Frank Zappa, David Bowie, Kraftwerk, Ultravox, Rick Wakeman, Queen, Led Zeppelin... vou parar a lista pois arriscava-me a levar toda a noite, apesar de haver omissões imperdoáveis.

Olhando para os dias de hoje vejo que a juventude tem uma vida muito mais facilitada que a nossa, é preciso lembrar que estávamos em 1975 meses após o 25 de Abril de 1974, que o nosso país acordava dum profundo pesadelo Fascista que tinha durado 48 anos e que apenas pequenas elites tinham acesso ao que de mais moderno se produzia em termos artísticos lá fora. Portugal era um país rural, inculto, atrasado e "orgulhosamente só". Os Supertramp foram assim como que um 25 de Abril para mim.

Em relação à qualidade da música de agora, não sou desses que dizem que antigamente é que era bom agora já não se faz música de jeito, mas digo (com alguma nostalgia) que não se faz música como antigamente. Adoro U2, Coldplay, Depeche Mode e muitos outros grupos actuais, mas aquela sonoridade, a orquestração quer do Rock Sinfónico quer do Rock Progressivo foram desaparecendo. Como não sou um adepto da Chiclet (lembram-se dos Taxi "mastiga e deita fora") volto regularmente ao meu baú.

Fiquei muito contente pois enquanto escrevo estas linhas estou a ouvir os Supertramp e a minha filhota (que tem precisamente 11 anos) passou por aqui e disse "-Pai estás a ouvir uma música bué fixe". A miúda pelos vistos sai aos pais (a minha cara metade partilha também estes gostos, embora o mais que tudo para ela sejam os Queen).

Uma última palavra para as imagens do vídeo que escolhi para hoje, não têm nada a ver com a música, mas como há algumas de bom gosto e o mais importante era mesmo a música achei que não fazia mal usar aquele vídeo.

Fiquem Bem!

sábado, 1 de setembro de 2007

Hoje estive a colocar "labels" nos posts todos. A minha filhota acordou e o telefone tocou. Parece que o tempo para estar por aqui vai rapidamente chegar ao fim. Hoje sinto vontade de escrever por isso sou bem capaz de voltar aqui.

Outra coisa, recuperei o Texas Instruments mas ainda não o consegui pôr a comunicar com o servidor. É que o gajo é muita velhinho e não consegue ler CD-R só lê os CD normais e como perdi o CD do Windows 98 (apenas tenho o CD-R com o 98 SE) não consigo configurar o bicho.

Aproveito para deixar aqui um apelo se alguém tiver lá para casa um CD original do Windows 98 ou 98 SE que não precise a gerência agradecia.

Fiquem Bem!